quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O Macaco Velho, a Coruja e os Burros
Era uma vez uma Floresta. Daquelas com "F" maiúsculo, cheia de trilhas, lagos, rios, árvores e bichos de todas as espécies que passavam o tempo nadando, voando, correndo e , como manda a lei da floresta, perseguindo e devorando uns aos outros. Cansado de pular de galho em galho fugindo de seus predadores, o Macaco Velho teve uma idéia. Resolveu organizar uma competição de nado, vôo e corrida aberta a todos os bichos da floresta. Seria uma prova longa e dura, e que com certeza deixaria todos os participantes cansados demais para, por exemplo, perseguir e tentar devorar um velho macaco.
Para levar a idéia adiante buscou ajuda de sua amiga Coruja, cuja reputação de sábia era bem conhecida por todos. Depois de ouvir atentamente ao Macaco, ela sugeriu que a prova fosse dividida em duas categorias: individual e revezamento. Afinal, nem todos os bichos sabiam nadar e voar; a maioria corria apenas, e pouquíssimos sabiam fazer as três coisas. "Brilhante idéia" - falou o macaco, que imediatamente convocou os papagaios para espalhar a notícia.
Em pouco tempo centenas se inscreveram. Os patos eram a maioria na categoria individual, enquanto que nos revezamentos equipes fortíssimas se formaram. Especialistas em natação junto com especialistas em vôo e corrida (uma das equipes era formada por Boto, Falcão e Guepardo) tornavam as apostas no provável vencedor extremamente arriscadas.
No dia da largada do grande evento, já batizado de "Troféu Pau Brasil", o Macaco Velho lembrou a todos que o vácuo não seria permitido, e informou também que haveriam árvores e poças de hidratação na parte da corrida, e que o tráfego de manadas seria impedido durante a realização do evento. E antes quer alguém pudesse perguntar alguma coisa, pediu ao Leão (que por sinal fazia parte de um revezamento com a Piranha e o Gavião) que desse um rugido à guisa de sinal de largada. Afinal, segundo a coruja, "nada melhor que o rugido do leão para fazer todo mundo sair em disparada".
Horas depois, cruzava a linha de chegada em primeiro lugar geral o próprio Leão. Alegações posteriores de que ele havia ameaçado devorar o Guepardo quando esse tentou ultrapassá-lo foram rebatidas em definitivo com um único e poderoso rugido. Na categoria individual venceu, logicamente, um pato. Uma semana depois, a floresta reuniu-se novamente na linha de chegada e aplaudiu de pé a valentia dos últimos a chegar - dona lesma e senhor tartaruga.
Mas nem só alegrias houveram. Alguns animais sentiram-se prejudicados e estavam, literalmente, uma fera:
- quase fui pisoteado por uma manada de elefantes que cruzou a pista - desabafou o sapo;
- faltou hidratação nas últimas árvores - grunhiu o porco-do-mato;
- os malditos patos faziam vácuo o tempo todo na natação e no vôo - disse a girafa;
- o São Bernardo que devia prestar socorro não estava lá quando precisei dele - reclamou a hiena;
Ao saber dos comentários, a Coruja aconselhou o Macaco Velho a dar explicações. Ele escreveu um memorando e pediu que os Pica-Paus os pendurassem em todas as árvores da região. Entre outros, o memorando dizia:
- a manada de Elefantes atravessou o percurso porque pisoteou o Esquilo, que estava lá para barrá-los;
- faltou hidratação porque o Camelo, trazido de fora para um revezamento, bebeu toda a água disponível;
- os Patos fizeram vácuo porque está na genética deles; fazem isso a milhões de anos, e hábitos formados são difíceis de quebrar;
- o São Bernardo, que trouxemos de fora para ajudar, não aguentou o calor e desmaiou;
Concluiu afirmando que na próxima prova tudo seria resolvido.
Muitas primaveras se passaram nessa floresta desde então. O Macaco continua organizando suas provas, e os participantes continuam esperando que na próxima prova tudo será resolvido. Tornaram-se especialistas em reclamar e não agir. O interessante é que o Macaco não promete mais nada. Ele já tem inclusive um tronco de árvore oco inteiro com cartas de reclamação, que ele lê atentamente e depois arquiva. Tornou-se especialista em ouvir e não agir.
Curioso foi o que aconteceu em uma outra Floresta não longe dali. A Coruja, que não conseguiu adaptar-se ao jeito do Macaco Velho trabalhar, resolveu mudar-se para lá e realizar seus próprios eventos. Como o Macaco, ela tinha boas intenções, e sempre que algo não dava certo durante o evento ela escutava as reclamações e prometia mudanças. E, pra falar a verdade, realmente tentava com afinco. Mas as reclamações sempre persistiam. Ocorreu que um dia, cansados de tanto reclamar e não ser atendidos, os Burros resolveram tomar uma atitude diferente. Convocaram os participantes das provas e propuseram que formassem uma Aliança para defender seus interesses. Aprovada por unanimidade, a Aliança foi encabeçada por Predadores ("só assim a coruja vai nos ouvir") e tinha membros ativos tanto nas copas das árvores como nas galerias de formigueiros.
Antes que fosse realizada a próxima corrida - um evento de longa distância chamado AnimIron - o Leão, o Chacal e a Cascavel foram procurar a Coruja. O recado foi sucinto:
- Se der m**** na prova, na próxima não vem ninguém".
Como sempre, deu m**** - dessa vez, alguém da organização (eu não fui!!) esqueceu de pedir permissão para os Jacarés que eram donos do lago e eles devoraram uns vinte Patos. Como sempre a coruja foi apologética - "as famílias dos patos serão indenizadas". O que ela não esperava é que no evento seguinte realmente ninguém aparecesse. E foi exatamente o que aconteceu. A Aliança mobilizou-se e convocou seus membros para um boicote animal. E assim, no dia do tal evento, não havia praticamente ninguém - só meia dúzia de gatos, que não sabiam do boicote porque nem eram da região. Apavorada, a Coruja foi voando ver o Leão:
- Mas Leão, eu faço o melhor que posso;
Ao que o Leão retrucou:
- O seu melhor não é bom o suficiente para nós.
Depois disso, outras primaveras se passaram em ambas as florestas. Na primeira, o macaco, mais velho do que nunca, continua fazendo suas provas. E os bichos-atletas, embora responsáveis por seus próprios infortúnios, continuam apontando as patas para o Macaco. E vivem todos conformados para sempre - uns com suas limitações, outros com a falta de respeito com que são tratados.
Já na segunda, a Coruja, sábia que é, empenhou-se em atender às demandas do grupo criado pelos Burros. E com o tempo, prosperou ainda mais, pois mais atletas sentiram-se confiantes em participar de suas provas. E os Burros, que dos próprios não tinham nada, com o tempo compreenderam que vez por outra incidentes podem ocorrer, e que esses incidentes estão além do poder de controle da coruja. E vivem todos contentes - uns por terem ido além do que julgavam ser suas limitações, outros por serem tratados com o devido respeito.
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Essa semana eu soube que em uma selva não muito distante, um certo tipo de animal bípede - algo como um macaco sem pelos - vem enfrentando já faz algum tempo problemas similares aos dos bichos-atletas.
Como esses bípedes são chamados oficialmente de Sapiens, imagino que o final para eles será feliz. A menos que não aprendam uma lição que até os Burros foram capazes de ensinar.
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Desculpe o palavreado mas... PUTA MERDA! GENIAL!!!
ResponderExcluirE qualquer semelhança com a realidade, será...
Abs
LODD
Max... se vc escrever um livro eu compro!!
ResponderExcluirTem certeza que não quer virar escritor ou jornalista dos grandes?
Texto maravilhoso.
Boa Max!!!
ResponderExcluirDesde o ano passado que venho propondo que se faça um boicote ao TB. Acho que depois deste ultimo Internacional mais pessoas ficaram sensibilizadas. Mas deve ser um boicote com um manifesto onde se listem as críticas bem como propostas. Está afim de participar?
Cláudia, eu já estou participando - minha contribuição inicial foi o texto, inspirado em um apelo de atletas que mandaram emails.
ResponderExcluirIsso tem que ser encabeçado por alguém com determinação E tempo, e essa pessoa deve ser apoiada por todos os atletas dignos do nome. Conte comigo nesse sentido.
abraço
Simplesmente fantástico!!
ResponderExcluirSerá que agora as palvras irão FINALMENTE virar atitude??
Esperemos que sim.
Bons treinos
Max, tudo certo?
ResponderExcluirJá existe um pessoal aqui em SP - mesmo que de maneira bem tímida - sugerindo, através das mídias sociais, um boicote ao TB.
Quanto mais aumentam o valor das inscrições, menor é a qualidade das provas.
Abraço.
Cenir, Bruno;
ResponderExcluirembora isso possa não ter ficado claro, eu nem me refiro somente ao TB., mas sim a TODAS as provas de triatlon organizadas por aqui. E boicotar somente não é suficiente. É preciso que os atletas se organizem de forma institucional para terem materializado o seu poder. Afinal, o poder em si já existe, pois no caso das provas quem paga sempre tem mais poder do que quem recebe.
ab.
Absolutamente sensacional MAx!!!!
ResponderExcluirParabéns!
Max parabéns pela redação, como vc mesmo escreveu, não é de hoje que as "coisas" caminham de ruim a pior e ninguém consegue enxergar que estão matando a "galinha" dos ovos de ouro, acho que o número de "patos" é maior do que o de burros.
ResponderExcluirS-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!
ResponderExcluirFalta a atitude....
Ass: Emiliano, fora do TB desde 2008.
Emiliano, sempre li seus comentários na época em que eu frequentava o Orkut, mas no começo não entendia muito.
ResponderExcluirDepois de algumas provas no TB, compreendi exatamente o que você dizia e faço parte disso, estou fora desde 2009.
E quanto ao texto, muito bom, realmente muito talentoso o autor.
Abs,
Eduardo
PARABÉNS pelo texto e pela coragem... como foi dito... muitos reclamam mas poucos mudam as atitudes! Que este seja um marco para que uma mudança ocorra e o respeito ao próximo vigore sempre!!!!
ResponderExcluirMax, esta fábula foi fabulosa! E concordo plenamente com o Vilela, o número de "patos" é muito maior que o de burros. Quem esteve na final do TB ano passado, pode comprovar o desrespeito e a falta de consideração com alguns atletas durante a premiação.
ResponderExcluirTriabraço!
to dentro do boicote, so me dizer onde e como...
ResponderExcluirRodrigo
MAX, CONTINUAMOS A DISPOSIÇÃO PARA ELABORAÇÃO DOS ESTATUTOS E TUDO MAIS...
ResponderExcluirO IRON 2011 SERIA UMA BOA OPORTUNIDADE PARA FUNDARMOS A ASSOCIAÇÃO...
Max...tô no triathlon a muito pouco tempo, mas percebo que a sua metáfora é muito esclarecedora, sagaz e eloquente.
ResponderExcluirVou tentar agregar um pouco, para que o debate possa ser o mais produtivo possível.
Quando eu morava no Rio, participei da tentativa de iniciar um movimento como esse. O movimento em si não foi muito pra frente e durou o tempo que as diferenças dos integrantes permitiram.
Mas o importante foram as reações que o movimento causou, e as iniciativas que dele surgiram.
Jamais vou concordar com um boicote clássico, mas isso é um problema meu, da minha formação pessoal e profissional. Entenda por boicote clássico, aquele onde as pessoas se organizam para deixar de frequentar algum lugar com o fim explícito de ver suas reivindicações atingidas.
Explico: este formato, ao meu ver superado, cria um novo espaço onde apenas as reivindicações deste novo grupo são bem vistas.
Um exemplo: uma greve dos metalúrgicos para aumento de salários, se bem sucedida, vai fazer com que APENAS os metalúrgicos tenham aumento e nas condições por eles impostas ou aceitas. Na minha visão isso é sectarismo, por mais que possa ser eficiente para aquele grupo.
Com o passar do tempo, deste novo grupo aparecerão novas corujas, macacos-velhos, burros, patos, etc...enfim...paliativo...
Se é para romper, que seja unilateralmente e de forma definitiva.
Para isso é preciso antes de tudo, alertar (de forma explícita, clara e contundente) o principal atingido com a idéia. Expor que remendos não surtem mais efeito e que o formato apresentado está esgotado. Mostrar claramente o que se espera, e quanto esperamos que isso custe. E claro, dar um prazo mortal para por as idéias em prática.
Boicotes, rompimentos parciais, encenações, apenas fortalecem o criticado, pois no final tudo volta a ser como antes.
E se for para romper, tem de haver uma saída...
Afinal, demanda reprimida para as provas de triathlon não falta...o mercado está em alta!!!
E esta saída tem que atender senão tudo, pelo menos grande parte do que se reivindica...
Aquela experiência no Rio não chegou ao ponto do rompimento...não houve entendimento para isso. Mas o fato do grupo ter se mantido coeso e razoavelmente organizado e ter tido paciência para ver os frutos serem colhidos, fez com que o nível de aceitação melhorasse junto com o número de participantes.
Veja...as provas do Rio não são as melhores do mundo e nem as melhores do Brasil, mas tenho certeza que os cariocas são os mais satisfeitos com a sua Federação e com as provas à sua disposição.
Isso não foi resultado apenas da organização do grupo "opositor", mas sim de uma conjunção de fatores que levou a isso como: um presidente disposto a ouvir e mudar, uma galera que reclama dentro dos seus limites mas de forma incessante, um fórum de debates gerido pelo próprio presidente onde todos podem falar, entre outros...
A "massa" dos triatletas não vai se organizar tão cedo e agir como um grupo coeso de forma a ganhar voz e sentar na mesa pra debater; até porque pra isso é preciso LEGITIMIDADE. E não é legitimidade de um ou dois meses...e sim de uma vida...
Max!
ResponderExcluirParabéns, muito bom.
O que vejo e sinto nas provas de triathlon hoje em dia, é que seus participantes estão mais preocupados em desfilar com seus uniformes e equipamentos de ultima geração, do que com a competição em si. Conhecem as regras e há aqueles que as quebram, sem qualquer ressentimento, demonstrando total desrespeito aos que são fiéis a essência do esporte.
O problema meu caro Max, é que estão se tornando maioria e a transgressão virando norma, tornando a empreitada que estão propondo muito árdua.
Espero estar enganado e que os éticos e justos sobrepujam a estes.
Abraço.
Viva a Fetriece, Federação de Triathlon do Estado do Ceará que na primeira Etapa do Campeonato tem nada menos que 200 inscritos pagando em média R$40,00. Provas seguras, água abundante, diversão garantida ! Faz tempo que esse Troféu Brasil, Internacional de Santos e outras provinhas papo dinheiro deixaram de pensar no atleta. Acorda pessoal, triathlon é ESPORTE e não DESFILE DE MODA !
ResponderExcluirMax,
ResponderExcluirComo você sabe, sou de Manaus-AM.... e só eu sei (assim como quem mora longe) o quanto é caro para de deslocar(avião, hotel, aluguel de carro etc) e fazer uma prova de "alto-nível" no eixo Rio-SP-Sul do Brasil.
Eu, simplesmente, não perco o meu tempo, nem o meu dinheiro com certas provas. Não tem controle de vácuo? Ou não fazem o mínimo para tentar controlar? É repleta de atletas desonestos, que pegam vácuo, chegam na sua frente e depois dizem que o seu treinamento está errado e é por isso que chega atrás? Estou fora!!!
Prefiro me reservar ao direito... e ao meu prazer... de fazer 3 ou 4 provas por ano... no máximo! E faço a minha prova... honesta comigo mesmo... e consciente do serviço que estou pagando e do que estou recebendo em troca.
A propósito... essas discussões são sempre chatas... mas vale a pena citar... "o meu equipamento é caro e de última geração... mas os meus sonhos e o meu amos pelo triathlon não tem preço!"
O Max, pra variar foi ótimo em seu texto, conseguiu de forma simples, clássica e divertida falar o que acontece nessa relação entre Núbio de Almeida X Atletas.
ResponderExcluirImagino eu que este post tenha sido sobre o Internacional de Santos.... mas se não foi... a carapuça serviu pra todo mundo.
Em meu blog uma vez, já fiz um debate sobre as provas do TB, que muita gente opinou, as ideias foram ótimas, mas nada foi feito.
http://cirotriatleta.blogspot.com/2009/09/criticas-sobre-o-trofeu-brasil-de.html
Nada foi feito por que o brasileiro é manso.
Nós aqui, somos uma misturança de raças tão gigantesca, que ficamos mansos.
Acatamos tudo.
Vemos esses merdas desses políticos roubando nas nossas caras e não fazemos nada.
continuamos trabalhando, pagando impostos e mansos.
Estarmos "nas mãos" do Núbio, acaba sendo uma decisão nossa mesmo. Isso acontece por que somos mansos e não fazemos nada para mudar.
Reclamamos, xingamos, mas no final pagamos para ir competir no campeonato que mais tem caras bons correndo no Brasil.
Eu me sinto um lixo, pois reclamo, reclamo reclamo e continuo pagando 350 reais para "ver" se meus treinamentos estão dando certo... e o lugar por enquanto tem sido o TB.
Eu quero sair dessa Matrix o mais rápido possível.
Vamos pessoal..... vamos fazer algo rápido... Eu topo fazer parte de uma boa ideia.
Seria ridículo eu elogiar após essa pilha de comentários positivos e conscientes do seu texto Max, a muito pouco tempo que eu treino, meu treinador já falou sobre isso desde 91 o.O, a questão é o Brasileiro tem aquele "jeitinho" pras coisas que importam pra ele! Por que não usamos esse jeitinho para NOS ajudar, ajudar um possível futuro que a cada dia se torna um sonho distante...
ResponderExcluirSe conseguisse um podium, ao inves de pedir o troféu eu pediria o microfone para realmente falar a verdade, falar o que eu senti e o que foi participar da minha primeira competição na distância olímpica.
O ano passado as melhores provas que competi por incrível que pareça eram gratuitas, não precisamos de um boicote, na verdade eu acho que algo muito mais além do que um boicote abaxariam o preço e a qualidade a prova como ficaria?
Como disse o Ciro acima: Eu topo fazer parte de uma boa idéia.
O Max já falou logo no começo que não existe critica direta a uma pessoa ou uma promotora de eventos. Todos aqui só citaram 1 nome e esse não é o único e talvez seja o mais capaz de todos. Não tenho procuração para defender ninguém e aqui não estou fazendo isso. Nesses mais de 20 anos tri eu já disse várias vezes a mesma frase, o esporte preferido do triatleta é falar mal do Núbio, atualmente é o segundo esporte preferido, atualmente o número 1 é comprar na "feirinha". É lógico que a carapuça vai servir na cabeça de quem couber. Enquanto estivermos destilando o nosso veneno em cima de 1 promotor, vários outros estarão fazendo o que querem e como querem. Um dia em conversa com um dos "mais" conceituados promotores de prova no Brasil, eu perguntei porque as provas dele eram tão caras e ele oferecia tão pouco, em relação ao outro promotor, a resposta foi a seguinte: "se vocês pagam o que pagam para o Núbio, porque não vão pagar para mim?" então essa era a planilha de custos dele, o que se paga para o outro e a minha pergunta seguinte é: quem cuida disso ? quem regula a qualidade das provas ? Para mim existem 2 reguladores de mercado, nós os consumidores e o regulador oficial, a CBTri. Quem está falhando ? ou todos estão falhando ? Acho que simplesmente acusar uma pessoa é malhar um "Judas" que trouxe o tri nas costas durante um bom tempo e não trás luz a essa discussão. Erros ocorreram ? Sim, mas não vi ninguém falar aqui das nossas provas oficiais e dos nossos campeonatos oficiais, e enquanto não se mexer nessas feridas também, continuaremos a desfilar roupichas e meias e viseiras e óculos e suplementos e pulseiras e bikes etc etc.
ResponderExcluirufa ...
Os patos estão voando, e os burros continuam pastando..... Quietos como sempre.
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