Existe atualmente no ciclismo e principalmente no triatlon amadores uma noção bastante difundida e comumente aceita: a de que através do investimento em equipamentos "eu vou andar mais rápido". Não é mentira. Um quadro aerodinâmico + rodas + capacete + skinsuit + outros aeroblings produzem sim um diferencial em termos de economia de Watts, sem implicar em maior esforço (free speed é o termo técnico). Isso quer dizer, em termos práticos, que um atleta que se utiliza desses equipamentos e possui um limiar de potência de, digamos, 180 Watts, irá obter uma economia de X Watts ao usá-los durante um treino ou prova. É como se esses equipamentos somados se transformassem em uma mãozinha que empurra o atleta pelas costas, fazendo com que:
- mantido o mesmo esforço (ou seja os mesmos 180 Watts) ele ande um pouco mas rápido do que normalmente andaria (ganho de rendimento); ou
- reduzido proporcionalmente o esforço (e por conseqüência os Watts) ele mantenha a mesma velocidade anterior (economia de energia);
Por todos esses motivos e por outros outros menos tangíveis, investir em equipamentos aerodinâmicos é justificável na busca de maior rendimento ou de mais eficiência.
O que me parece meio fora de contexto é a associação (confusão?) que alguns fazem entre render mais e ser melhor. Se eu uso equipamentos aero e sou mais rápido com eles, estou rendendo mais - porém isso náo tem nada a ver com ter me tornado melhor como atleta.
Parece óbvio? Não é. O pelotão dos atletas que deposita o sucesso do seu desempenho na utilização de free speed só aumenta. Talvez seja porque free speed é real, talvez porque traz ganhos adicionais sem gastos proporcionais (exceto os do cartão de crédito), talvez porque seja o caminho mais fácil. Afinal de contas, nem precisa estar treinado para se beneficiar de recursos aerodinâmicos. Basta equipar a bike, equipar-se, e pronto - já estamos mais rápidos do que seríamos "ao natural". E isso pode levar - e leva, pelo que percebo às vezes - a uma acomodação. O atleta passa a investir cada vez mais em recursos externos antes de ter atingido seu potencial pleno, e com isso acaba vivendo a ilusão de ter atingido a sua melhor forma física. Ou, pior, sabe que não a atingiu mas se conforma em chegar onde os equipamentos o levaram.
Para evitar esse atropelo (equipar-se antes de estar apto fisicamente), o sensato seria, nessa ordem:
1) Começar com equipamento básico: uma boa bicicleta de estrada - pode ser de alumínio mesmo - é o melhor começo, por mais que o objetivo final sejam as provas de triatlon sem vácuo e que a conta bancária permita exageros. A bicicleta de estrada, sem clip, trabalha os músculos da pedalada de maneira mais homogênea; oferece mais conforto; tem mais condições de dirigibilidade; oferece mais segurança em pelotões; e, mais do que tudo, permite ao atleta novato perceber de maneira mais clara a sua condição real e a evolução ao longo dos treinos.
2) Treinar de maneira eficiente: treinar bem, para o amador principalmente, não é treinar muito, nem forte, nem fraco, e nem pouco. É, com base nos objetivos propostos e nas limitações impostas, treinar o mínimo para render o máximo. Para isso, além de ser bem orientado, é preciso cumprir as orientações (dia de descanso é dia de descanso, e não de pega com o pelotão...). E, se possível, é preciso quantificar os ganhos obtidos no treinamento para adquirir confiança psicológica - tanto no técnico como em si mesmo.
3) Fazer o máximo com o mínimo: antes de mergulhar em suplementos, complementos (e não raro medicamentos), porque não buscar o limite natural do corpo primeiramente, para então complementar o que falta? Assim não corremos o risco de pecar pelo excesso ou pela falta.
4) Ter paciência: a maturidade física, a exemplo de outras, leva tempo. E nesses dias em que fazer um Ironman é encarado de maneira quase tão banal quanto fazer uma corrida de rua de 10km, esse "tempo" passa a ser encarado não como um aliado (tenho muitos anos para chegar lá) mas como obstáculo (faltam 8 meses para meu primeiro Ironman e nem sei nadar ainda). Um bom indicador disso: algum tempo atrás, um médico que administra "medicamentos" para atletas em busca de performance a curto prazo me disse (que fique bem claro, me disse cara a cara) que a maior parte dos seus pacientes usa esses "medicamentos" não para garantir um lugar no podium, mas sim de medo de não terminar a prova. Falando Português claro: EPO, nesse contexto, é o Viagra do triatleta amador.
5) Investir em equipamentos: agora sim. Já sabemos pedalar com confiança e segurança; estamos bem treinados; somos sensatos no consumo de energia terceirizada, e aprendemos a ter paciência. Nesse ponto, estamos também maduros para tirar o melhor benefício possível dos facilitadores aerodinâmicos. E o melhor de tudo é que sabemos exatamente o que somos capazes de produzir por nós mesmos, e o que vem através de facilitadores externos (equipamentos, suplementos, etc.).
Ao escrever esse tipo de texto sempre acabo me perguntando se não estou sendo banal e repetitivo. Mas depois de bater papo com o pelotão e ouvir como vão as coisas, percebo que falar disso é como jogar água na terra. Algumas sementes vingam, mas o grosso desaparece sem deixar vestígio nem frutos.
Então, vou continuar escrevendo sobre isso.

Esse vai para a biblioteca.
ResponderExcluirPerfeito.
Xampa - www.96pes.net
Hehehe....sempre comentei isto Max....O cara nem sabe andar e ja quer correr. O cara nem como legumes e frutas direito e ja quer entrar no ¨Bombex¨. O cara nem sabe participar direito de um Short Triathlon e ja quer fazer um Ironman sem ter maturidade fisica e psicologica para tal. O cara nem sabe andar em linha reta de bike e ja quer equipamento de ponta....e no final chega em uma competição cheio de marra e termina cheio de desculpas...antes os atletas se comprimentavam e se conheceiam mais na competicoes. Hoje chegam mastigando pregos achando que ja sao melhores que os outros e criam antipatias. Sera que estou ficando velho ou os atletas que estao ficando sem o espirito do esporte que seria antes de tudo saude? Abraço Max
ResponderExcluirRegando, MAA!
ResponderExcluirO comentário do triathlonpaiva foi sensacional e fiz questão de deixar no blog: http://www.96pes.net/2011/08/por-que-fazer-e-o-que-ter.html
ResponderExcluircom os devidos registros autorais.
Porra Max,
ResponderExcluirVocê devia ter um tempo em cadeia nacional no horário nobre.
Você tocou em tantos pontos importantes que um comentário abrangendo tudo aqui ia gerar outro post, mas vou tentar ser breve :-)
Equipamento: Outro dia cheguei a seguinte conclusão, a grande maioria dos praticantes de triathlon hoje em dia são "posers" - atletas que compram seus equipamentos pra ficar bonito, e não fazer bonito. Eu achava que o Ciro era meio radical quando batia nessa tecla nos posts dele, mas cada vez mais isso tem me perturbado. Aqui em SP tá cheio de nego com bike de um milhão de dólares que nem consegue pilotar a máquina direito, quanto mais ter os benefícios que o equipamento se propõe a fornecer. Culpa disso é, em parte de empresários inescrupulosos que vendem esse tipo de equipamento sabendo do que vai acontecer, mas 90% do culpado é o próprio atleta que quer a qualquer custo desfilar (nem que seja a 25kph) com essas máquinas por aí.
Sem contar os inúmeros que alegam, depois de uma prova - "a bike é uma máquina" e etc.. e quando você vai ver o resultado da pessoa, é pior que o que ele fazia sem a "supermáquina".
Bombas brancas - cara, eu treinei pra um IM durante 4 meses e consumi meio pote desses R4 da vida durante todo o período. O resto era comida e SONO! O que me deixa "cabreiro" é ver neguinho fazendo treino de 2000m de natação e tomando mais suplemento do que eu usaria pra um pedal de 4h. Se Endurox fosse bom, Deus tinha feito nascer em árvore - Eu não quero nem ver a hora que os rins, fígado e etc começarem a cobrar a conta por ter que processar esse monte de química.
Bombas pretas - O único comentário que tenho sobre isso é: A coisa tá feia, esporte pra mim é saúde!
A grande verdade, por incrível que pareça é que o triathlon ta gerando atletas que querem chegar lá com o mínimo esforço... Por isso, infelizmente o investimento em treinamento e aprendizado tem ficado cada vez mais de lado.
Abs
LODD
(que vai ter que voltar ao básico e reaprender tudo de novo porque esqueceu de como andar de bicicleta :-))
O LODD desaprendeu a andar de bicicleta?
ResponderExcluirAh ta...
Então é agora que eu quero te puxar la na D. Pedro, senhor L Otávio.
Falando sobre o belo post do Max (pra variar, belo):
" A grande verdade, por incrível que pareça é que o triathlon ta gerando atletas que querem chegar lá com o mínimo esforço... "
Essa frase do LODD faz todo o sentido nos dias de hj...
Só que não faz o menor sentido para mim, do por que um cara escolhe praticar o tiathlon , se é de esforço físico quase que extremo, que este esporte tem como princípio.
Chegar lá com o mínimo de esforço em relação a quem ?
Tudo depende da referência e ponto de vista.
Não tem como se dar bem no triathlon sem esforço. E não digo ganhar provas... digo chegar inteiro, não interessa em que tempo.
Sempre quando alguém que é iniciante em algum dos três esportes (swim, bike, run) vem me pedir uma dica do que tomar como suplemento, por que começou a correr 3 x por semana...
Digo:
Se vc toma café, almoça, lancha, e janta, vc ja esta comendo de mais.
Tomar suplemento não é regra para iniciantes, muito menos para amadores.
Como disse o Max, é preciso chegar a certos limites do físico e se conhecer o suficiente primeiro para depois (muito tempo depois) iniciar com uma malto dextrina.
E tem cara que ja vai para a primeira prova de triathlon em Porto Ferreira já com bike de carbono, neoprene, sapatilha de carbono branco, e um pote de E. R4 na mochila.
Dá pra acreditar?
Outra coisa:
Quando os iniciantes, que estão longe de serem amadores, me perguntam sobre equipamentos digo:
Empreste uma bike antes.
Faça umas 10 provas de mini e no máximo short com ela, e veja se é esse esporte que vc quer praticar pra valer.
Depois e bem depois compre uma bike simples, usada, e de alumínio.
E a grande maioria faz tudo ao contrário.
Como você disse Max... eles podem escutar por um ouvido e soltar pelo outro, mas eu vou continuar falando também.
Olá Max, parabéns pelo blog, já passo aqui a um bom tempo mas nunca comentei, porém esse seu post fala muito do que estou vivendo hoje. Admirava e admiro o Triathlon desde pequeno, porém devido as escolhas da vida só comecei treinar em maio desse ano, e uma das minhas maiores preocupações era em relação aos equipamentos, conheço algumas pessoas que fazem triathlon e fico até com vergonha quando vejo os equipamentos desses caras, porém observo que muitos vestem um capuz de Ferrari quando tem mesmo um motor de shineray, e vivem pegando no meu pé por não ter investido ainda em uma bike TT, em um capacete aero, entre outras coisas. Muitos começaram a treinar na mesma época que eu, se vestiram de triatleta e depois da primeira prova desistiram do esporte; Até o momento não competi ainda, por respeitar muito o esporte não me vejo preparado pra encarar um shot ainda; estou treinando com o mesmo material que comecei a 3 meses atrás, uma MTB Soul SL 200, meu velho de guerra Adidas adizero, ambos que já tinha, comprei uma touca e um óculos Speed pra começar a nadar e o único investimento pesado foi a compra de um Polar RS300x, mesmo assim saiu pela metade do preço vendido aqui no Brasil, pois um amigo meu trouxe de fora. Concordo com tudo que vc fala no post, vejo cada vez mais pessoas se aventurando no triathlon, gastam uma grana comprando material de ponta, quando morrem nadando 300m, travam na bike num inclinação de 5º e tentam chegar nos 5k, me divirto quando vejo o Ciro no seu blog esculachando essa galera, as vezes extremista, mas concordo com o que ele fala. Parabéns mais uma vez pelo post, ficarei aguardando a continuação do mesmo, gostaria de pedir uma orientação sobre material para compra, estou visualizando minha primeira prova pra setembro/outubro e gostaria de comprar um bike road, mas com os pés no chão nada de ferrari. o que vc indica?
ResponderExcluirObrigado à todos pelas opiniões. Os comentários aqui costumam ser mais enriquecedores que os textos.
ResponderExcluirDaniel, uma referência de bike para começar é a Felt F-95 - pouco mais de R$ 2.600, e tudo o que vc. precisa para dar as primeiras pedaladas no triatlon com segurança e sem muito compromisso.
Olá Max e companheiros de triatlon!
ResponderExcluirEsse assunto inteligentemente postado pelo Max e muito complicado.
Essa febre em que o IRONMAN se tornou não ocorre apenas aqui no Brasil mas sim no mundo todo.
Pratico triatlon desde 1995.
Particularmente para mim nem todos que cruzam a linha de chegada em um IRONMAN são triatletas. Podem ser IRONMAN mas não triatletas.
Comentei com um amigo meu que os triatletas são aquelas pessoas que SE um dia o Ironman acabar, elas continuarão nandando, pedalando e correndo simplesmente por diversão seja num treino, num short ou olímpico.
abs a todos
Comentar sobre esse post, para mim, antes de tudo, é assumir certos "erros" do passado. Comecei todo "ao contrário", como tantos citam aqui. Comprei bike top, suplementos etc... e comecei logo com provas longas(no meu caso até por falta de opção, pois na minha região não ocorriam provas de curta distância). Bom... assumida a "culpa" (rsrsrs), cinco anos se passaram... aprendi com os erros, pois posso até errar, mas não sou burro de persistir no mesmo caminho. Tenho basicamente o mesmo padrão de equipamento comprado há cinco anos.. e minha prioridade tem sido treinar, me alimentar, descansar... e aprender cada vez, buscando conhecimento. Não por acaso, há algumas semanas, fiz um convite ao Max para vir a nossa cidade, para compartilhar conhecimentos.
ResponderExcluirComo resultado, venho atingindo minhas metas... e ao invés das novidades em equipamentos, sou hoje seduzido pelas novidades do conhecimento, da filosofia envolvida no triathlon e dos "caminhos" para o fortalecimento da mente. E apesar de possuir bicicleta e rodas de carbono (que uso mais em competição)... nada se iguala em termos de diversão à minha Mountain-bike Sundown, de alumínio, pesadíssima, que pedalo sem compromisso de tempo, porém fazendo uma força danada.... ou às corrida em trilha, usando um simples short de corrida e tenis velho.
Olá Max, primeiro comentário... mas antigo leitor (dos vorazes) tanto do seu blog, como do Ciro e do LODD (dentre outros)... Não tenham dúvidas, "chover no molhado" funciona, pelo menos comigo funcionou. O triathlon é um esporte apaixonante, cativante, mas antes de começar a sua prática, li tudo o que pude, tentei aproveitar a experiência de todos os que responsavelmente praticam, vivem e compartilham suas experiências... sem glamour e consciente de que se trata de um esporte de mto esforço, superação, mente e pulmão!!! Não há como negar que equipamentos de ponta impressionam, apaixonam e despertam nossos desejos mais capitalistas, mas como vocês, penso que até lá, km's, suor, e experiência são ingredientes que nos autorizam sua utilização (além, é claro, de uma folga financeira!!!). Por isso, como iniciante, bem iniciante mesmo, não me envergonho de falar aos meus colegas triatletas de luxo, comprei uma Caloi Strada, nado de sunga, touca e oculos e corro com camiseta e short cavado... mas tô feliz...como pinto no lixo!!! Um dia chego lá...
ResponderExcluirGrande post, Max. Ótimos comentários.
ResponderExcluirChego a conclusão que há uns 15 anos, quando fiz meu primeiro Internacional de Santos nadando no pelo, pedalando numa mountain bike e correndo descalço (claro que eu estava acostumado a isso e não aconselho ninguém) eu estava todo errado mas estava certo....rsrsrs
Suplementos ??? Arroz, feijão e macarrão.
Marco Cyrino
Caro Max,
ResponderExcluirElogiar o post chega a ser inocuo mas ainda assim o faço. Belo post.
Ninguém que ser esforçar para nada...seja para estudar, treinar, trabalhar...enfim viver.
Então vivamos nós, desfrutando do que o vida tem a nos oferecer ao máximo.
Max, muito legal o texto.
ResponderExcluirAchei muito bem colocado o comentário do LODD sobre a grande maioria dos triatletas hoje em dia serem posers, concordo plenamente.
Agora, falando sobre o meu caso. Comecei a fazer triathlon em 2008, não pedalava antes disto, e até hoje não está ainda 100% claro na minha cabeça a diferença entre um quadro de aluminio x carbono, geometria A x B, quando usar frame TT com guidão de estrada e quando usar bike de estrada.
Muitas respostas para estas duvidas eu encontrei aqui no seu blog, que é excelente.
Mas enfim, o ponto onde quero chegar é que muitas vezes o amador compra um frameset de quase R$ 10.000,00 por desinformação, ou seja, por achar que um quadro novo de 500,00 não presta, e mais do que isto, por acreditar que um quadro de 500,00 vai "assassinar" seu desempenho.
Então, desde 2008 pedalo com o mesmo frame, este novo custa 400,00 (GTS R3).
Sabe porque ainda não comprei outro?
- Simplesmente porque não entendi ainda o que eu vou ganhar trocando, alem é claro de uma aparência poser. ;)
Abraço.
Ola Max, mais um belo post.
ResponderExcluirHoje enquanto pedalava fiquei lembrando do post e pensando nos meus equipamentos.
Nos ultimos 02 irons quase estraguei meu ciclismo por conta da minha "super bike" de carbono de muito $$$ investido. Em 2010 tive problema com o tamanho do pedivela e volante. Em 2011 com a frente nova de carbon e meu banco novo com trilho de carbono que simplesmente nao encaixa no canote. Vejo um monte tranqueira de carbono em casa sem utilizacao (2 pares de rodas!) Podemos sim consumir equipamentos caros, o que nao devemos eh perder a essencia do esporte em condicionar nossa performance a equipamentos. Tenho certeza que irei mais rapido se perder os kilinhos a mais do que se trocar a mesa da bike por uma algumas gramas mais leve! Abs
Excelente Post.
ResponderExcluirRafael, eu tive uma GTS R3 que comprei usada em 2005 (ela tinha shimano 600, para vc ter uma noção...). Depois em 2007 comprei um grupo 150 e uma roda Xero. Fiz 5 Meio Irons com ela e 1 ironmnan (meu segundo melhor tempo de ciclismo foi com ela 5h16 liquido). Com mais de 26.000 Km comecei a achar que estava perdendo rigidez no quadro (ou eu estava ficando mais forte...rs). Surgiu uma oportunidade em 2008 e comprei uma Ridley Excalibur com Campagnolo Centauro (nova). Senti a diferença do carbono: mais conforto e a bike não dobrava mais. Mas tanta a GTS (que vendi...) e a Ridley eram um pouco grandes para mim (1 cm).
Só agora a cerca de 3 meses, comprei um bike TT usada (Planet X com Cmpagnolo Record) perfeita para o meu tamanho. Encaxei perfeito na bike e estou gostando muito.
Mas, na época da GTS, eu nadava ainda pior do que hoje. Em 2007 e 8 a quantidade de cervélo com rodas aero que eu passava nas provas.... e os babacas sempre olhavam para minha bike, meio que não creditavam, tentavam resistir para depois voltar para a sua média bem abaixo de 30 km/h...Padrão: passava pelo cara, ele estava segurando no guidão. Me via...olhava minha bike, minha sapatilha de ciclismo...deitava no clip, fazia uma força desgraçada e sobrava. Enfim: uma babaquice total.
Gosto do meu equipamento atual. Percebi os (poucos) pontos em que ele me ajuda. E me esforço para ele não me atrapalhar (por acomodação).
Abs!!