segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Medidores de Potência - Aplicativos e Acessórios



Na medida em os medidores de potência em si vão deixando de fazer parte do imaginário coletivo ou do mundo do faz-de-conta e passam a integrar a realidade - ou os planos - de cada vez mais atletas, perguntas que vão um pouco além do "qual modelo é o melhor para mim" vão surgindo.

Dentro da nossa experiência, boa parte dessas perguntas diz respeito aos aplicativos periféricos - computadores (head unit) e softwares que devem ser utilizados para processar, armazenar temporariamente e transmitir os dados captados pelo medidor em si.

As principais opções disponíveis no mercado atualmente são:

Computadores (head units): o head unit é o acessório responsável por mostrar ao usuário em tempo real os dados de potência captados pelo medidor, bem como por armazená-los temporariamente e depois transmití-los para um outro computador onde serão feitos o processamento e o armazenamento definitivo dos dados.

Em teoria, qualquer computador com a tecnologia ANT +  é capaz de realizar essa tarefa. Na prática, os três  modelos de computador wireless mais utilizados são:

  • Joule (foto acima) : fabricado pela Saris (mesmo fabricante do Power Tap), é voltado especificamente para a utilização com medidores de potência. Isso significa que além dos dados normais (velocidade, cadência, altimetria) ele também capta e armazena dados diretos e indiretos relativos à potência (máxima, média, atual, IF, VAM, TSS). Possibilita a vizualização de até 6 telas principais com 3 sub-telas. A nova geração do Joule chega ao mercado mundial no final de Janeiro, e os preços no Brasil irão variar de R$ 390 (básico) a R$ 790 (completo com GPS e FC). 

  • Power Control 7: fabricado pela SRM, é também voltado especificamente para uso com medidores de potência. Além das caracteristicaso do Joule, possui bateria com vída útil mais longa (120 hs) e sensor automático de movimento para ligar o equipamento. Preço no Brasil R$ 2.590

  • Garmin: vários modelos de Garmin são compatíveis com medidores de potência. Os mais utilizados são 310XT e 500 Edge. Vale frisar aqui que ao contrário do que alguns atletas menos avisados pensam, o Garmin 500 não é um medidor de potência; ele apenas capta, armazena e transfere os dados captados pelo medidor em si. Esse é um efeito colateral da propaganda do Garmin 500, onde "potência" aparece como um dos dados fornecidos pelo equipamento.....

Softwares:

Os softwares de análise e processamento dos dados são tão importantes quanto o medidor em si. Eles irão possibilitar ao técnico/atleta, dentre outras coisas, visualizar de forma gráfica a evolução ao longo de um determinado período e comparar dados históricos para correções no treinamento. Os principais (que eu conheço) são:

- Golden Cheetah: creio que é o único de fácil instalação em Mac. Possui várias ferramentas de análise e gerenciamento de dados, e é free (General Public License). 

- WKO+: é o mais completo e o mais caro ($ 160, download único, sem taxa anual). Dada a profundidade dos recursos - tanto de análise como especialmente de gerenciamento - oferecidos, o WKO exige tempo e dedicação do usuário a fim de que esses recursos possam ser explorados em sua totalidade. 

- Power Agent: é o software oferecido pela Saris para o Power Tap, também é gratuito e também possui vários recursos de análise e gerenciamento. 


Com relação tanto aos computadores como aos softwares, na mesma medida em que precisamos do primeiro para visualizar os dados em tempo real, precisamos do segundo para reflexão posterior. Na minha opinião, o investimento no medidor de potência só será plenamente recompensado pelo atleta que, mais do que simplesmente poder visualizar seus números enquanto pedala, pode principalmente, depois de pedalar, entender o que se passou com ele naquele treino - através de  análise pontual -  e o que vem se passando com ele ao longo dos treinos  - análise global. Em outras palavras, o segredo do treinamento por potência não está na visualização em tempo real, e sim na análise e reflexão posteriores.

Isso é possível de duas formas: o próprio atleta  realizando o processamento e a análise dos dados, ou ele delegando essa tarefa ao seu técnico. Qualquer uma das formas e válida, desde que bem executada.

E por fim, é sempre bom lembrar que alguns atletas, que preferem não se prender aos detalhes numéricos durante suas provas, podem captar os dados sem no entanto vê-los. Basta colocar o computador no bolso, ou cobrir o visor com uma fita. O importante é que os dados estejam sendo coletados para análise posterior.






2 comentários:

  1. Max,

    Coloquei as mãos no Garmin EDGE 800 neste natal (ho ho ho) e o novo firmware parece promissor... Ele mostra todos os dados referentes aos WKO+ lovers (NP / IF / TSS) Além de bem melhor no que diz respeito a altimetria que os modelos inferiores...

    A Garmin, por incrível que pareça, ainda não consegue fazer uma fite de FC que fucione por mais de 10min por vez sem falhar ou sofrer interferência (imagino agora eles se metendo no mercado de power meters tsc tsc tsc). Mas pra isso sempre tem a boa e velha fita da cycleops que é aprova de falhas.

    O GPS em si também é bem mais confiável, já pedalei "algumas horas" com ele e não sofreu nenhuma interferência (coisa que acontecia a cada 10km com o 310xt)

    Vou "testar" mais um pouco ainda... Mas ta me agradando (principalmente o tamanho da tela, que é touchscreen e a quantidade de informações que pode se visualizar - lembrando que toda a atenção a estrada, hein rsrs)

    Abs

    LODD

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  2. Enviado por Ana Lídia:

    Gostei do post sobre Head Units! Sobre os softwares, faltou só o SRMWin, que é o que acompanha o SRM gratuitamente.

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