sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Em Retroperspectiva

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Desde o início do blog, um pouco mais de dois anos atrás, eu me propus a sempre encabeçar um texto novo com uma foto nova. Como conseqüência,  posso dizer que nesses últimos dois anos vi muitas e muitas fotos. Algumas delas estão arquivadas para uso futuro, outras ficaram na memória. E outras ainda, que pouco ou nada tem a ver com ciclismo ou triatlon, estão arquivadas para que de vez em quando eu possa olhar novamente para elas.

Dentre essas últimas, uma em especial - a que mostra um pequeno veleiro encaminhando-se para o que parece ser (e provavelmente foi) uma tempestade de proporções épicas - é a minha favorita, e decidi usá-la como pano de fundo para a última mensagem do ano.

O que essa foto tem de mais maravilhoso é uma perspectiva muito verdadeira quanto o tamanho dos desafios que muitas vezes encaramos em face ao nosso próprio tamanho. Afinal, somos pequenos. Pequeninos mesmo. Mas os nossos desafios!

Maratona no Everest; Andar de Bicicleta sem Rodinhas; Ironman; Atravessar a Rua Sem Dar a Mão aos Pais; Comrades; Ir ao Trabalho de Carro em São Paulo (todo dia) Sem Perder o Juízo; RAAM; Casar-se; Cape Epic; Enfrentar Câncer Fazendo Triatlon.  E porque não, Atravessar O Oceano Em Um Barquinho.

Tenho o privilégio de conhecer indivíduos que chamaram para si a responsabilidade de cumprir esses desafios. São todos, como eu, pequeninos seres num universo imenso. São pequenos barquinhos que resolveram enfrentar um oceano vasto, profundo e indiferente.

Olhando essa foto, fico pensando em cada um desses amigos atrevidos a capitanear o barquinho. Um tripulante chegaria para eles, olhando a tempestade que se formava, e perguntaria:

- Capitão.....essa tempestade....talvez seja melhor voltarmos...

O Capitão, fitando o horizonte com os olhos cerrados e o sorriso discreto de quem está prestes a reencontrar um velho adversário, responderia:

- Naahhhhh....é só uma nuvenzinha.

Que venha pois 2012, trazendo Adversários a altura do nosso Espírito e Desafios tão grandes quanto os nossos Sonhos.

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E por falar em desafio, eu pensei em perguntar se alguém sabe o nome desse veleiro, o oceano onde a foto foi batida, e o destino da tripulação. No final das contas, achei mais prudente não fazer isso.

Alguém certamente saberia, e o meu choque seria tão grande que eu me aposentaria desse blog precocemente e para sempre.
-



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Lei da Compensação

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Para compensar as pernas do George.

Quem são elas? Who cares......

Aproveitem pra respirar um pouco, porque vem mais pernas feias por ai.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Na Veia

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Ok espertalhões de plantão.

A quem pertence esse par de pernas (ou melhor, essas veias?). O atleta é famoso, e as veias também.

Sem dicas, sem arrego.

Se a resposta certa não aparecer, azar d´ôceis.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Treino de Força e Cadência - Teoria e Experimentação

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Nota: as partes em negrito foram editadas após a publicação original


No embalo do assunto "treinamento de força" debatido semana passada
(http://maxkonabikes.blogspot.com/2011/12/sobre-forca.html) resolvi fazer uma pequena experiência para provar uma pequena teoria.

Passo a relatar ambos - teoria e experiência - porque acredito nessa teoria e tive resultados interessantes com a experiência. Logicamente não tem nada científico ou acadêmico aqui - é mas um misto de intuição e curiosidade com algum suporte tecnológico.

A TEORIA

Em se tratando de treinamento de força para o ciclismo, acredito que a especificidade da carga e do movimento são importantes, ou pelo menos mais importantes do que fazer força em contextos fora da realidade das provas e treinos, como levantar peso em máquinas de musculação ou girar a 40 RPM serra acima. Por quê? Porque dentro desse princípio de especificidade, fazer força em máquinas de musculação nos torna muito bons, antes de tudo, naquelas máquinas. E subir uma serra de 53x11 a 40 RPM nos torna extremamente fortes a 40 RPM - mas ninguém anda a 40 RPM em uma prova inteira.

Isso não quer dizer que musculação em academia ou big gear não sirvam pra nada. Mas quer dizer que em termos objetivos, pode existir uma outra maneira mais direta de aumentarmos a força (e também a cadência, já que o raciocínio é o mesmo) visando melhorar nossa potência em um determinado segmento do ciclismo (passo, arranque, escalada).

Para que isso (aumento da potência de maneira específica) aconteça, acredito que o ponto crucial é estimular o aumento de força / cadência em situações tão próximas às exigências específicas do atleta quanto possível. Explicando melhor.....

A EXPERIÊNCIA

Materiais:

  • Trainer 
  • Medidor de Potência
  • Ventilador (grande e bom)
Procedimento (para um atleta que pretende realizar provas de ritmo - IM, 70.3, TT):

1) Realizar um teste de 20 min. de esforço sub-máximo (SST - 85 a 95% do limiar) registrando cadência, potência e metragem (coroa x dente do cassete).

Esse primeiro teste define a sua cadência natural e a força "natural" correspondente, que irão por sua vez definir uma determinada potência. Digamos que o resultado desse teste tenha sido:

- cadência: 95 RPM
- potência: 250 Watts
- metragem: 53x17

2) Uma semana depois, repetir o teste só que dessa vez alterando a metragem de 53x17 para 53x15, mantendo a mesma cadência. Isso irá provocar, de cara, duas coisas:
  • aumento de potência (+ força, mesma cadência = + potência);
  • aumento de sofrimento muscular (dor e inchaço nas pernas);
E posso garantir, por experiência própria, que o aumento de sofrimento irá parecer desproporcional ao de potência. Mas esse tipo de exercício é bem interessante porque dá ao atleta uma noção prática do que é Aumento de Força em um contexto real, pois fazemos mais força em uma dinâmica muito próxima da praticada em treinos e provas. 

Se o objetivo for realmente aumentar a força, esse exercício proposto em "2" acima pode ser repetido "N"vezes de várias formas diferentes (intervalados), inclusive com as modificações necessárias para outros tipos de exigência (VO2, Endurance, Sprint). 

3) Para experimentar um aumento de cadência, basta fazer o contrário: mantemos a metragem (53x17) e aumentamos a cadência para, digamos, 100 RPM. Como no caso da força, duas coisas irão acontecer de cara:

- aumento de potência (cadência mais alta, mesma metragem - potência maior);
- aumento do sofrimento cardiovascular;

4) Não precisa ser um gênio para imaginar que se esses exercícios de aumento de força e cadência forem feitos de maneira sistemática ao longo de um determinado período de tempo, haverá um aumento considerável de potência "prática", pois o atleta irá potencializar recursos musculares e cardiovasculares específicos para o seu tipo de necessidade.

5) Outra variação desse exercício - menos dolorosa / cansativa, e portanto recomendada para quem tem menos tempo de treino - é usar a potência como referência principal, e ao invés de aumentá-la, tentamos mantê-la variando o mix - ou seja, usando o exemplo dado aqui, mantemos 250 Watts primeiramente usando cadência mais baixa que o normal (priorizando força) e depois mais alta (priorizando cadência elevada). Aqui o objetivo principal passa a ser simplesmente o aumento da força ou da cadência, sem aumento de potência. Quem usa WKO+  pode observar a mudança no comportamento de força / cadência claramente usando a ferramenta Análise de Quadrantes. 

OBSERVAÇÕES:

- é imperativo manter a calibragem do rolo e pressão do pneu constantes nesses testes (e no meu caso o pneu específico para trainer ajudou muito);
- o acompanhamento de FC é válido (mas no meu caso preferir deixar de lado - números demais numa cabeça que se dá melhor com letras);
- dependendo do nível de condicionamento muscular e cardiovascular, talvez seja melhor quebrar os primeiros testes de 20 min. (tanto o de mais força com o de mais cadência) em 2 x 10 min., com intervalo de 5 entre os dois.
- ao fazer os dois testes o atleta irá perceber de cara se a sua aptidão natural pende mais para força ou cadência (o de menos sofrimento será a aptidão natural....). Após descobrir, sugiro trabalhar "a outra" com mais intensidade....
- não é necessário variar a metragem mais do que um dente no cassete ou mais de 5 RPM na cadência. Quem fizer a experiência vai saber porque :-)
- esses exercícios são válidos quando o atleta já tem um padrão de potência definido e deseja aumentar esse padrão. Fazer mais força ou girar mais quando ainda não se sabe qual o seu "padrão" me parece precipitado. 

OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE:

Eu não sou técnico, não sou formado em educação física, e não pretendo com esses exemplos ensinar os padres a rezar a missa ou convencer os fiéis a mudar de paróquia. Pretendo apenas, como leigo,  utilizar um espaço meu para dividir uma idéia que me pareceu interessante - mas que pode estar completamente equivocada à luz da divina sabedoria acadêmica.

RESUMO:

Quer fazer mais força no pedal? Aumente a metragem em um dente no cassete e mantenha a cadência.

CONFISSÃO:

Fiz cada um uma vez (15 min. com 10 RPM  a mais que o normal, e 15 min. com metragem maior)  e não tenho a menor intenção de fazer novamente tão cedo. Dói tudo, e tem que ter muita disposição física e mental pra fazer repetidas vezes - principalmente no rolo.

Charadinha

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Aproveitando essa semana de "férias", e o fato de que os nossos visitantes são talentosos para identificar nadadores submersos (http://maxkonabikes.blogspot.com/2011/12/alguem-reconhece_23.html), vou lançar um novo desafio. Um pouco maior, também.

Olhando para a foto acima, é praticamente impossível identificar a pessoa. E digo praticamente porque sempre há os mais perspicazes, os mais detalhistas - aqueles com pendão para Sherlock. Para esses, a foto em si já tem duas dicas.

Vou aguardar um pouco e ver se essas dicas subliminares/subaquáticas  são suficientes para alguém aparecer com a resposta certa.

Dependendo do que acontecer, vou colocar ao longo do dia mais uma dica importante. Se essa não resolver, no fim do dia deixo outra. Só que se mesmo com essas duas ninguém acertar, sinto muito. Entregar o nome de bandeja não vou mesmo.

Portanto, respirem fundo e mergulhem no problema.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Medidores de Potência - Aplicativos e Acessórios

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Na medida em os medidores de potência em si vão deixando de fazer parte do imaginário coletivo ou do mundo do faz-de-conta e passam a integrar a realidade - ou os planos - de cada vez mais atletas, perguntas que vão um pouco além do "qual modelo é o melhor para mim" vão surgindo.

Dentro da nossa experiência, boa parte dessas perguntas diz respeito aos aplicativos periféricos - computadores (head unit) e softwares que devem ser utilizados para processar, armazenar temporariamente e transmitir os dados captados pelo medidor em si.

As principais opções disponíveis no mercado atualmente são:

Computadores (head units): o head unit é o acessório responsável por mostrar ao usuário em tempo real os dados de potência captados pelo medidor, bem como por armazená-los temporariamente e depois transmití-los para um outro computador onde serão feitos o processamento e o armazenamento definitivo dos dados.

Em teoria, qualquer computador com a tecnologia ANT +  é capaz de realizar essa tarefa. Na prática, os três  modelos de computador wireless mais utilizados são:

  • Joule (foto acima) : fabricado pela Saris (mesmo fabricante do Power Tap), é voltado especificamente para a utilização com medidores de potência. Isso significa que além dos dados normais (velocidade, cadência, altimetria) ele também capta e armazena dados diretos e indiretos relativos à potência (máxima, média, atual, IF, VAM, TSS). Possibilita a vizualização de até 6 telas principais com 3 sub-telas. A nova geração do Joule chega ao mercado mundial no final de Janeiro, e os preços no Brasil irão variar de R$ 390 (básico) a R$ 790 (completo com GPS e FC). 

  • Power Control 7: fabricado pela SRM, é também voltado especificamente para uso com medidores de potência. Além das caracteristicaso do Joule, possui bateria com vída útil mais longa (120 hs) e sensor automático de movimento para ligar o equipamento. Preço no Brasil R$ 2.590

  • Garmin: vários modelos de Garmin são compatíveis com medidores de potência. Os mais utilizados são 310XT e 500 Edge. Vale frisar aqui que ao contrário do que alguns atletas menos avisados pensam, o Garmin 500 não é um medidor de potência; ele apenas capta, armazena e transfere os dados captados pelo medidor em si. Esse é um efeito colateral da propaganda do Garmin 500, onde "potência" aparece como um dos dados fornecidos pelo equipamento.....

Softwares:

Os softwares de análise e processamento dos dados são tão importantes quanto o medidor em si. Eles irão possibilitar ao técnico/atleta, dentre outras coisas, visualizar de forma gráfica a evolução ao longo de um determinado período e comparar dados históricos para correções no treinamento. Os principais (que eu conheço) são:

- Golden Cheetah: creio que é o único de fácil instalação em Mac. Possui várias ferramentas de análise e gerenciamento de dados, e é free (General Public License). 

- WKO+: é o mais completo e o mais caro ($ 160, download único, sem taxa anual). Dada a profundidade dos recursos - tanto de análise como especialmente de gerenciamento - oferecidos, o WKO exige tempo e dedicação do usuário a fim de que esses recursos possam ser explorados em sua totalidade. 

- Power Agent: é o software oferecido pela Saris para o Power Tap, também é gratuito e também possui vários recursos de análise e gerenciamento. 


Com relação tanto aos computadores como aos softwares, na mesma medida em que precisamos do primeiro para visualizar os dados em tempo real, precisamos do segundo para reflexão posterior. Na minha opinião, o investimento no medidor de potência só será plenamente recompensado pelo atleta que, mais do que simplesmente poder visualizar seus números enquanto pedala, pode principalmente, depois de pedalar, entender o que se passou com ele naquele treino - através de  análise pontual -  e o que vem se passando com ele ao longo dos treinos  - análise global. Em outras palavras, o segredo do treinamento por potência não está na visualização em tempo real, e sim na análise e reflexão posteriores.

Isso é possível de duas formas: o próprio atleta  realizando o processamento e a análise dos dados, ou ele delegando essa tarefa ao seu técnico. Qualquer uma das formas e válida, desde que bem executada.

E por fim, é sempre bom lembrar que alguns atletas, que preferem não se prender aos detalhes numéricos durante suas provas, podem captar os dados sem no entanto vê-los. Basta colocar o computador no bolso, ou cobrir o visor com uma fita. O importante é que os dados estejam sendo coletados para análise posterior.






sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

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Amigos atletas, visitantes, críticos e contribuidores desse Blog;

Meu desejo hoje é um só: que no saco do seu Papai Noel caibam mais presentes do que no desse da foto.

Um abração,

m.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Alguém Reconhece?

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Pelo jeitão de nadar....a entrada das mãos na água...os dedos abertos....alguém reconhece o indivíduo acima? (dica: não é Papai Noel).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sobre Força

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A questão da musculação visando melhora de potência em ciclismo já foi abordada aqui e em praticamente todo e qualquer forum de ciclismo decente. Todo mundo fala, todo mundo lê, e aparentemente todo mundo volta pra casa fazendo o que vinha fazendo. É uma daquelas discussões acaloradas, apaixonantes e praticamente inúteis no que diz respeito à mudanças de comportamento.


Portanto, a intenção aqui e agora não é polemizar, e sim entreter.


A foto acima, enviada para mim por Mestre Lodd ontem mostra o ciclista Chris Hoy fazendo uma sessão de leg press. O comentário do Lodd:


Sir Chris Hoy (a.k.a. motopace humano) que não é nada como fundista mas indiscutivelmente o homem mais rápido do mundo dentro de um velódromo em curtas distâncias fazendo sua sessão de leg press:

Segundo ele prórpio, 5 repetições de 631kg e poderia ter feito mais uma se o partner dele não o tivesse desconcentrado.


Bom. 5 x 631 kg sem dúvida é um belo exercício de força.

Agora, a parte verdadeiramente importante, comentada pelo próprio Lodd:  Se vc colocar lembra aos leitores que a prova mais longa dele tem 2km e é decidida em 625m (o Keirin) fora isso é de 1km pra baixo (200m / velocidade olímpica / km contra relógio)

Portanto, a menos que você seja um ciclista de pista voltado para as provas acima, esse tipo de exercício só serve mesmo como assunto enche-linguiça enquanto o Chopp não chega, tipo "imagina levar uma bicuda desse cara no meio da canela":. 







terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Workshop - Errata Datas

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Com relação às informações abaixo, uma correção:

- as datas de janeiro são 21, 22 e 23 (sexta, sábado e domingo), e não 22,23 e 24 como aparece no flyer;
- as de fevereiro são 25, 26 e 27;
- as de março/abril estão corretas.


domingo, 18 de dezembro de 2011

A Cadência da Hora

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((



A tabela abaixo mostra a metragem e cadência utilizados nos Records Mundiais da Hora desde 1912. Se assumirmos que estatísticas revelam verdades, então esforços de uma hora contínuos - ou seja esforços que definem limiar de potência - tendem a ser melhor executados (e recompensados) em uma cadência média de 100 RPM. 

A variação na velocidade acompanha a variação de metragem, entretanto a cadência permanece na faixa dos 100 RPM ao longo de quase um século, com apenas duas notáveis exceções (Egg e Obree). 


  Oscar Egg (1912)............ 24 X 7  = 7,22 m  42.122   97 rpm
 Oscar Egg (1914)............ 24 X 7  = 7,22 m  44.427  103 rpm
 Maurice Richard (1933)...... 24 X 7  = 7,32 m  44.957  102 rpm
 Giuseppe Olmo (1935)........ 24 X 7  = 7,32 m  45.090  103 rpm
 Maurice Richard (1936)...... 24 X 7  = 7,32 m  45.398  103 rpm
 Frans Slaats (1937)......... 24 X 7  = 7,32 m  45.558  104 rpm
 Maurice Archambault (1937).. 24 X 7  = 7,32 m  45.817  104 rpm
 Fausto Coppi (1942)......... 52 X 15 = 7,40 m  45.848  103 rpm
 Jacques Anquetii (1956)..... 52 X 15 = 7,40 m  46.159  104 rpm
 Ercole Baldini (1956)....... 52 X 15 = 7,40 m  46.393  105 rpm
 Roger Rivire (1957)......... 52 X 15 = 7,40 m  46.923  106 rpm
 Roger Rivire (1957).. ...... 53 X 15 = 7,54 m  47.346  105 rpm
 Ferdinand Bracke (1967)..... 53 X 15 = 7,54 m  48.093  106 rpm
 Ole Ritter (1968)........... 54 X 15 = 7,69 m  48.653  105 rpm
 Eddy Merckx (1972).......... 52 X 14 = 7,93 m  49.431  104 rpm
 Francesco Moser (1984)...... 56 X 15 = 8,12 m  50.808  104 rpm
 Francesco Moser (1984)...... 57 X 15 = 8,27 m  51.151  103 rpm
 Graeme Obree (1993)......... 52 X 12 = 9,25 m  51.596   93 rpm
 Chris Boardman (1993)....... 53 X 13 = 8,56 m  52.270  102 rpm
 Graeme Obree (1994). ....... 52 X 12 = 9,25 m  52.713   95 rpm
 Miguel Indurain (1994)...... 59 X 14 = 8,76 m  53.040  101 rpm
 Tony Rominger (1994)........ 59 X 14 = 8,85 m  53.832  101 rpm
 Tony Rominger (1994)........ 60 X 14 = 9,02 m  55.291  102 rpm
 Chris Boardman (1996)....... 56 X 13 = 8,95 m  56.375  105 rpm


A partir daí, podemos tirar algumas conclusões:

- é possível melhorar aumentando força e cadência (veja Tommy Rominger na tabela acima);

- é possível melhorar aumentando somente cadência (veja Oscar Egg na tabela acima);

 - é possível melhorar aumentando somente força (veja Roger Rivire na tabela acima);

- o conceito de "treinamento de força" portanto é no mínimo tão válido quanto o de "treinamento de cadência" visando um aumento de potência, já que potência é o produto de ambas. No entanto, talvez por um pré-conceito que associa (ou melhor, confunde) força e potência, os proponentes e executores da escola da força são muito mais numerosos que o da escola da cadência....

- os atletas passistas (inclusive triatletas de provas longas) bem sucedidos são capazes de coordenar força e cadência em doses equilibradas;

- se um ciclista já desenvolveu a habilidade de fazer força (essa todo mundo gosta de desenvolver porque além de tudo tende a deixar as pernas musculosas....) a ponto de, por exemplo, pedalar com 53x15 durante uma hora, mas ainda faz isso a 70 RPM, ele tem muito a ganhar exercitando aumento de cadência com o mesmo afinco que exercitou-se no aumento de força;


- só pra constar, muita força não é igual a muita potência. Muita potência é muita força aliada à alta cadência; assim, a chave do sucesso não está em fazer menos força, mas sim em fazer força e ao mesmo tempo imprimir uma cadência alta;

- se você quer ter uma idéia do que é bater o record mundial da hora, pegue sua bicicleta, leve até um velódromo ou percurso similar, ajuste a metragem para, digamos, 53x15 (não pode variar durante o percurso) e veja quanto tempo você consegue pedalar nessa metragem a 100 RPM :-)

- existem, naturalmente, atletas mais e menos propensos a utilizar cadências elevadas, mas isso não significa que as habilidades menos naturais - produzir cadência elevada nesse caso - não devam ser maximizadas; 


- para finalizar, o tamanho da coroa externa, embora possa impressionar às vezes, dando a idéia de que o atleta é um super-mega ciclista, pode levar a conclusões precipitadas. Veja o caso de Rominger em 1994, que com 60x14 tinha menos metragem que, por exemplo, Obree em 1993 com a "pequenina" 52x12....portanto, a engrenagem no cassete tem um peso bem maior que o tamanho da coroa grande.

Então todo ciclista passista ou triatleta de provas longas deve girar a 100 RPM empurrando 53x13? Claro que não. Mas deve procurar um equilíbrio entre maximizar força e cadência - não somente uma ou outra.

"Ahh....mas esses caras são super atletas...o que vale pra eles não vale para nós mortais". 


Pense bem antes de seguir por esse caminho. Afinal, se as bikes, peças e acessórios deles servem como referência, o resto também deveria servir. 
  
Moral da Tabela: um dos maiores fatores limitantes no desenvolvimento dos ciclistas e triatletas (principalmente esse último grupo) é a falta de exercícios específicos para elevar cadência. Se esses fossem realizados com o mesmo afinco dos de força, as coisas seriam bem diferentes - para melhor. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cervelírio

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Uma R5 não se vê todo dia. 

Uma R5 com DI2 é mais rara ainda. 

Mas uma R5 com DI2 e um par de Lightweight Special Edition - aí já é Delírio. 

Colírio. 

Um verdadeiro Cervelírio.




Dizer o quê mais ??????





Que a tampa da válvula combina com o grafismo da bike, e que o conjunto todo pesa 5,9kg montado. Não me arrisco a detalhar as peças porque só pela cara do pulley no câmbio traseiro dá pra ver que a busca de perfeição não ficou somente nos grandes detalhes....


Coisa de quem gosta de ciclismo, gosta de pedalar, e mexe na própria bike (e vai dizer que se fosse sua você deixaria pra alguém mexer...???.).

Tks. Alessandro Centi pelas gotinhas alucinógenas. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Video da Semana

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Quando assisti esse vídeo, duas coisas me chamaram a atenção:

1) o método de frenagem;

2) o fato de ele quebrar uma regra básica em ciclismo com tanta elegância que nem parece errado;

Assistam e tirem suas conclusões.

Como diz o Cris Solak, que viu comigo, "imagina como ele desceria se estivesse segurando o guidão..."





Grato ao Bruno Pinheiro pelo material

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rapidinha: Trocar a Coroa ou o Cassete?

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Por motivos sobre os quais não vale a pena elaborar ou julgar agora, vários atletas acabam optando por alterar a metragem original de suas bicicletas. Sendo "metragem" = tamanho da coroa x engrenagem do cassete x circunferência da roda x comprimento da pedivela = X metros percorridos por revolução da pedivela, e considerando que o tamanho da pedivela é desprezível na equação e que o diâmetro da roda fique constante, podemos alterar a metragem substituindo o cassete, a coroa ou mesmo ambos.

Algumas vezes já me fizeram essa pergunta - qual é a melhor troca? - e eu nunca soube responder direito. Resolvi ir à cata de informações, e como consequência cheguei em um ponto onde fiquei sabendo um pouco mais e ao mesmo tempo descobri que ainda sei muito menos do que deveria. Do pouco que fiquei sabendo, divido o principal abaixo.


Se a bike original vem com coroas 53x39 e cassete 12x25 por exemplo, e o atleta opta por a umentar a  metragem substituindo esse cassete por um 11x23, ele irá atingir uma maior velocidade final teórica (teórica porque ele terá que conseguir empurrar 53x11....) por conta do aumento de metragem disponível. E também conseguirá pedalar por mais tempo em descidas.....

Nesse contexto, a conta fica (para roda com 2096mm):

- 53x12 = 9.26 metros
- 53x11 = 10.1 metros

Se esse mesmo atleta vai fazer uma prova de montanha, pode optar por substituir o cassete por outro com, por exemplo, 27 dentes. Nesse caso, para uma roda com 2096mm de circunferência, teríamos:

- 39x25 = 3,27 metros
- 39x27 = 3,03 metros

Em ambos os casos o resultado desejado - ter mais ou menos metragem - é atingido com a substituição do cassete. Mas, como foi dito acima, "metragem" é o produto de uma multiplicação. Portanto, se mantivermos constante o fator "diâmetro da roda" essa mesma alteração de metragem pode ser obtida com a troca da coroa ao invés do cassete. E aí fica a pergunta: o que é melhor? Trocar coroa ou cassete?

Uma resposta obtida a partir de um raciocínio bem simples seria:

- a troca das coroas (53 por 55 no caso de aumentar metragem e 53x39  por 50x34 no caso de diminuir) teria o seguinte impacto em comparação à troca do cassete:

55x12 = 9.9 metros (troca de coroa)
53x11 = 10.1 metros (troca de cassete)


34x25 = 2.9 metros (troca de coroa)
39x27 = 3.03 metros (troca de cassete)

Ou seja, se for para aumento de metragem a troca do cassete tem um impacto direto maior, enquanto que para a diminuição a troca das coroas originais pelas compactas é mais relevante.

O detalhe é que essa é uma análise simplista de um assunto complexo. Existem outras variáveis a serem consideradas, como:

- levando-se em conta que quanto mais "reta" a corrente trabalhar menor o desgaste da mesma e menor a tensão na engrenagem do câmbio traseiro, teoricamente a troca da coroa facilitaria as coisas nesse sentido  por evitar o uso das pontas do cassete (quando a corrrente fica mais torçida). Mas na prática, pelo que andei vendo, não funciona assim já que para obtermos uma mesma metragem de, por exemplo, 53x11 utilizando uma engrenagem mais central (15) teríamos que usar uma coroa monstruosa (como referência, 57x15 = 8.2 metros....).

- outra é que uma coroa maior implica em mais metragem em todas as engrenagens (ou seja, mais potência necessária para empurrar todas as marchas), enquanto que um cassete com a ponta menor implicaria em mais potência necessária somente nessa ponta;

- do lado oposto, as coroas compactas diminuem a metragem em qualquer engrenagem do cassete, enquanto que o cassete com a ponta maior (27 ou 29) diminui a metragem somente nessa ponta;

- ou seja, a troca de coroas é uma opção mais radical que a troca do cassete somente porque implica numa diminuição ou aumento de potência mais "global" do que "pontual";

- em termos de custo x benefício, se compararmos peças de mesmo nível, a diferença entre trocar um par de coroas e um cassete não é tão significativa. Se for para trocar a pedivela toda, aí começa a pender pro lado do cassete;

Talvez a questão realmente importante não seja tanto qual item substituir - coroa ou cassete - mas sim "vale a pena substituir". Só que isso é assunto pra outra hora.

No ínterim, quem quiser saber mais sobre o assunto deve arrumar um (bom) tempo e visitar http://sheldonbrown.com/gearing/index.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mistério Resolvido

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A resposta definitiva à questão da bolsinha sob o selim do Tony Martin foi dada pelo Carlos Kimoto, através do link e da foto acima. Trata-se realmente de uma ação de uma tal de Google (alguém sabe o que é?) e da HTC (empresa de telefonia celular) que através do equipamento Legend, pareado com o SRM, envia dados do ciclista (potência, FC, velocidade) por telemetria. Infelizmente até agora só não sabemos para onde / para quem....




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sangue Bom

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O atleta que escreveu o relato abaixo chama-se Fernando Cinni  (foto acima, no meio, pra que não pairem dúvidas). Nos conhecemos faz tempo - o Fernando foi um dos primeiros clientes da Kona Bikes. De lá pra cá ele fez, dentre outros, o IM Hawaii, um doutorado, e e a Comrades Marathon na Africa do Sul.

Sua última corrida foi a Maratona do Everest. Não vou fazer comentários porque seria estragar uma festa que é toda dele. Só digo que a leitura vale a pena, e que se algum dia você encontrar o Fernando por ai, vale também o bate papo. Ele é, como seria de esperar-se, um cara cheio de histórias para contar.


Namastê
Esporte ou Insanidade Mental.
A primeira vez que soube que existia a Maratona do Everste fiquei eufórico, pois reuniria viagem a pais distante, montanhismo e endurance.
O que eu não sabia é que não se pode chamar de corrida.
Ao invés de corrida, devia ser: quem chegar primeiro, pois é impossível correr morro acima de 3500.
É algo insano, é sobrevivência!
Tinha considerado como obstáculos a aclimatação e maratona em trilha.
Mas vamos colocar mais coisas: 3 semanas dormindo em barraca; 3 semanas sem banho; 3 semanas com roupa suja ou lavada nas coxas com sabão de coco em água gelada (congelando articulação); bolhas que vem e que vão, gripes, diarréias…. e 3 semanas de insolação (tinha gringo com ferida no rosto!!!).
Como o governo nepalês vê no trek uma grande fonte de renda, hoje já existe pousadas na maioria dos locais onde antes era somente acampamento.
A organização da prova permite que se não quiser ficar em barraca pode pagar por conta a pousada (Logde). Cerca de 30 % sucumbiram as noites em barraca e foram para as pousadas. Eu não, eu quis ser autentico. Mesmo sabendo que isso poderia comprometer a maratona, achei que deveria fazer o pacote completo! Considerei dormir em cama como se fosse um dopping. Então suporte dormir em barraca com até menos 35 graus fora, camadinha de gelo interno (por causa da umidade) e ventos que dava medo tremulavam as “paredes”. 
Dos 80 ocidentais escritos, 09 não vieram, 1 baixou por diarréia, 3 baixaram por não se aclimatarem, 1 não teve autorização da equipe médica

A m’axima: “só em estar largando é uma vitória nunca foi tão verdadeira”.
Tirando duas ou três exceções, estava todo mundo um farrapo na hora da largada.
É impossível treinar para isso!
Um escocês que vai fazer pela oitava vez e quem tem a melhor marca em maratona de Londres para 2:32′; tem a melhor marca aqui para 5:32! É um tipo de prova que tem tantas variáveis que fica impossível calcular. Antes da prova já havia notado que um cara rápido em pista não é nada aqui,  já  um cara rude pode se  dar muito bem. Fazer pequenos trotes era inviável, pois o que tenho ‘e que me recuperar do trek que fiz por 5 – 6 horas morro acima.
Na largada chegaram os 22 sherpas que participariam
Eu não sei por que colocam eles como se fossem iguais a nós.
Não são!
Eles tem o ‘indice pulmão/resto do corpo maior que nós, têm mais vascularização pulmonar, tem o hematócrito mais alto, têm o volume corrente respiratório mais alto e têm o set respiratório (índice CO2/O2 que faz o reflexo respiratório) diferente do nosso. Destas diferenças, em 3 semanas de aclimatação só consigo melhorar o volume corrente e o set respiratório, mesmo assim não dá nem para chegar perto!!!!
Largada a 5200m de altitude
Largada as 6:30 a menos 28 graus, sim, menos 28 graus. 
Com 40 % de oxigênio em comparação ao nível do mar
Onde ninguém caminha há uma maratona!!!
Por mais paradoxo que possa parecer, respirar este ar queima, e como queima.
Tinha a sensação de que o tórax não expandia o que eu gostaria que expandisse.
Eram 88 sendo 22 sherpas (4 mulheres) e 66 ocidentais (26 mulheres).
Os sherpas disparam de cara, e eu fiquei no pelotão da frente dos normais. ‘Éramos uns cinco, correndo em fila na trilha
No km 10… nos perdemos. Devemos ter perdido entre 5 e 7 minutos tentando nos achar
Ao voltar a trilha havia 3 a nossa frente e a primeira era uma mulher.
Juntamos o 2 e o 3 e fomos juntos.
No km 15, o pelotão ficou em 3 novamente. E nos perdemos novamente.
Não foi grande coisa, mas a mulher abriu mais!!!
Não havia plano. Durante todo o tempo eu corria nas descidas e caminhei na subida. Assim como todo mundo fez, exceto os sherpas, que não sei porque insistem em chamá-los de humanos!
No km 22 iniciava uma grande descida. Estávamos a 4000m metros e desceríamos a 3.200. Eu optei em me poupar (pois depois viria uma grande subida até 3900)
A esta altura vi que meu tempo alvo (menos de 6 horas) seria muito difícil (essa foi mais uma das desculpas para querer me poupar mais, o verdadeiro motivo é que eu não conseguia respirar). Assim, os dois abriram de mim e eu fiquei isolado em 4 lugar.
Para surpresa minha depois de tanta contração excêntrica do quadríceps, antes do final da descida já não tinha mais pernas. E ainda há os que digam que morro abaixo ‘e mais fácil!
Quando começou a subida foi um lamento só.
No final da subida, por volta dos 3850, dois dos que tinham ficado para trás me alcançaram.
Apesar de estarmos caminhando, eles caminhavam mais rápido… Tinham uma amplitude de passada que nem cogitei reagir
Apesar de caminhar, minha freqüência cardíaca ficava em 162min, exatamente o mesmo de quando corria na descida.
(lembro que em altitude a FC nao sobe muito em altitudes, e a estas horas fazia uns 5 graus positivo)
Depois destas ultrapassagens, fiquei em quinto masculino e sexto geral, mas com esperança de pegar o quinto
No km 32, estava 1 minuto atrás do quarto e junto com o quinto.
Vale interromper o texto para dizer que o quarto lugar neste trecho era um tipo nada esportivo e que corria com o agasalho amarrado na cintura.
Neste ponto iniciava um trecho irregular, de subidas e descidas em trilha de pedra. Uma beleza para o tornozelo.
Tive cãibra na panturrilha somente uma vez, quando desviava de Iaks (bovinos adaptados a altitude e usados como animais de carga)
O que estava em 4 lugar disparou e eu fiquei ha alguns metros do quinto. Nas descidas correndo ele abria e nas subidas caminhando eu grudava
No km 37 eu estava grudado no quinto mas passei a desejar que ele disparasse na minha frente, pois eu não queria mais nenhum tipo de competição, eu só queria acabar com aquela asfixia.
Resolvi segurar um pouco para perde-lo de vista (e também para justificar meu passo mais lento de pura exaustão).
Cheguei então com 6:16′ em 6 geral sendo 5 masculino. (até então, minha maratona mais lenta tinha sido exatamente a metade, 3:08)
A mulher foi a segunda geral.
Lembra do cara que no km 32 estava em quarto um pouquinho na minha frente… aquele do agasalho na cintura. pois ele chegou em primeiro.
Foi o único a baixar de 6 horas (na verdade ele conseguiu manter o ritmo a partir dos 32. E so ele conseguiu isso)
Dos 22 sherpas, ganhei apenas de 1, que passei no km 41 porque ele se contraia em câimbras. , o primeiro Sherpa fez em inimagináveis 3:47′.
Massssssssss  eles não outra categoria. Será que são humanos?
O interessante foi o pós prova…
Sofri de ponta a ponta. Jurei que nunca, nunca mais repetiria essa loucura
Foi um sofrimento diferente de IM ou Comrades.
O único músculo que dói ‘e o bíceps, de tanto segurar o antebraço nas descidas picadas…
Mas o torax doi muito
Minha fisioterapeuta que deve estar feliz, pois devo esta com o tórax bem expandido depois desta insanidade.
Essa foi uma corrida muito diferente, pois não faltou perna, faltou pulmão.
Isso só pode ser insanidade.
Em janeiro abre as inscrições para o ano que vem e eu mal posso esperar para repetir…

Curiosidades fisiológicas
O quinto lugar, aquele que eu nunca alcancei, ‘e um garotao de 24 anos. Quando fui falar com ele para cumprimentá-lo, perguntei que esporte ele praticava; O que ele respondeu? Boxe. Ve se pode, perder para um boxer fã de MMA!!!
E o primeiro lugar ‘e um cara da minha altura (172), mas com uns 85 km e que correu com um agasalho amarrado na cintura. Como isso?
Dos 10 primeiro (entre os normais), 4 eram mulheres. O que prova que mais vale ter uma hemoglobina eficiente que uma hematocrito alto!
Fisiologia tem destas coisas…

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fora do Lugar

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A bela foto acima mostra o ciclista Tony Martin a caminho do seu título mundial de CRI em 2011. Tudo - a posição do corpo, as mãos, os óculos, o capacete - está perfeitamente no lugar.

Mas tem uma coisa nessa foto que me parece estranha. Um objeto que, se for o que acho que é, não teria utilidade numa prova dessas a menos que o atleta não pudesse receber ajuda externa.

Fica então:

- um desafio - qual o objeto?
- uma pergunta - o que ele estava fazendo lá?

Deve haver uma boa resposta. Fico no aguardo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Teste Vocacional?

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Numa troca de emails recente com o amigo, cliente (e adversário) Guilherme Ballesteros, entramos no assunto "paciência". O Guilherme escreveu:

Tem um estudo interessante, americano, que tenta estabelecer critérios de sucesso na vida adulta pelo comportamento quando ainda criança. E o achado mais significativo, foi no teste do marshmallow. As crianças em uma sala, cada uma uma com sua mesa, um doce de marshmallow era colocado em frente a cada uma e explicado: poderiam comer o doce a qualquer hora, mas quem esperasse alguns minutos ganharia um segundo doce, mas somente aquelas que não começaram a comer o primeiro. Aquelas que ficaram nesse grupo, e que apresentaram um padrão de repetição desse comportamento foram as que atigiram os níveis mais altos de estabilidade na vida adulta, tanto financeira como familiar.


Eu já tinha ouvido falar de um vídeo desse teste, e fui procurar no inconsciente coletivo digital da humanidade (You Tube). Achei, e coloquei  um pedaço memorável abaixo. Depois de assisti-lo, tirei algumas conclusões minhas a respeito do futuro profissional de cada um dependendo do comportamento durante o teste. 





Minha análise especulativa:




Quando a orientadora chega com o outro doce a criança pega os dois, sobe em cima da mesa, levanta os braços, pede um beijo dela, e depois, ao invés de comê-los, põe um anúncio no Ebay oferecendo troca por um par de punhos novos para o seu guidão, FUTURO CICLISTA;


Se a criança vai nadar antes do teste, passa os 20 minutos correndo no lugar em cima da cadeira (afinal a orientadora disse que era para ficar na cadeira, mas não necessariamente sentado nela) e depois vai pedalando pra casa - comendo os 2 doces no caminho, FUTURO TRIATLETA;


A criança, ao ouvir as instruções, puxa um pedacinho de papel e uma caneta do bolso e diz: perae....vamos colocar isso num contratinho....FUTURO (BOM) ADVOGADO;


A orientadora volta 20 minutos depois. O marshmallow sumiu. 
- Voce comeu o docinho....
- Que docinho??
- Aquele que estava aqui na mesa...
- Docinho? Aqui? Aqui não tinha docinho nenhum.
FUTURO (MAU) ADVOGADO  


A criança ouve as instruções, pega o doce, sai da sua sala e vai em todas as outras dizendo para as crianças que aquilo é um absurdo; que 20 minutos é uma jornada de espera muito longa e dois marshmallows é pouca recompensa. Em pouco tempo todas as crianças estão chorando no corredor dizendo que querem mais doces e menos tempo de espera.
FUTURO SINDICALISTA


A orientadora volta 20 minutos depois. O marshmallow sumiu.
- Voce comeu o docinho....
- Que docinho....
- Aquele que estava aqui na mesa...
- Veja bem.....por que não fazemos o seguinte....a senhora não conta pra ninguém, me dá o outro e eu a convido pro meu aniversário esse ano. 
- (professora boquiaberta).
- E se a senhora me der o pacote inteiro, eu lhe convido pra todos os meus aniversários até o fim da vida.
FUTURO POLÍTICO 


A orientadora volta 20 minutos depois. A sala está cheia de outras crianças comendo Marshmallow, e em cima da mesa há ainda uma pilha de doces. A criança está num canto da sala, sorrindo beatificamente com os pés levemente fora do chão.
FUTURO MESSIAS


A criança (menino) ouve as instruções da orientadora e diz, dando uma piscadinha:
- eu fico, mas só se você vier trazer pra mim o outro.....
FUTURO CASANOVA


A orientadora volta. O marshmallow sumiu. 
- Você comeu o docinho?
- Comi, porque?
- Então não vai ganhar outro...
A professora leva uma voadora no peito e, quando acorda, vê que o outro doce - e a criança - sumiram.
FUTURO DELINQUENTE


A orientadora volta. Metade do Marshmallow está na mesa.
- Você comeu metade...não vai ganhar outro...
A criança tira a outra metade de dentro da cueca. "Eu guardei essa metade aqui. Agora vamos negociar. Eu lhe dou esse que está com a senhora, e fico com essa metade aqui pra mim. E se a senhora me der a metade dos marshmallows que sobrarem depois do teste eu digo pro meu pai, que é amigo do prefeito, que a senhora é uma excelente profissional, e logo logo arrumamos um cargo comissionado na prefeitura que esteja à sua altura.
FUTURO POLÍTICO, COM BOAS CHANCES DE SER PRESIDENTE;


A criança passa 20 minutos pensando num jeito de dividir aquela experiência com todo mundo depois.
FUTURO BLOGUEIRO


A criança nem acaba de ouvir o que a professora diz, pega o Marshmallow, come de um bocado e vai embora brincar com os amigos.
NÃO SEI DO FUTURO, MAS O PRESENTE COM CERTEZA SERÁ BEM DIVERTIDO.
















sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vídeo da Semana

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Imagine você pedalando na sua serra preferida, sozinho, perdido nos seus pensamentos e quase no topo. Mas antes do fim chegar.....

Reparem no detalhe do 2CV da "equipe" com a bike no teto......

Aero Road Bikes Em Alta

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Análoga à contagem de bikes do IM Hawaii, que indica "quem é quem" nas bicicletas de triatlon, a votação anual dos leitores da Cycling News aponta qual a máquina do Pro Tour preferida dos entusiastas por ciclismo competitivo - o sonho de consumo dos amadores. O resultado desse ano indicou não só isso, mas também uma tendência - a de que as aero road bikes (sejam elas efetivamente ou apenas conceitualmente aero) vieram para ficar.

2011 Best Team Bike:

1. Garmin-Cervélo Cervélo S5 7,391 (34.2%) Aero Road Bike
2. HTC-Highroad Specialized S-Works Venge 4,578 (21.2%) Aero Road Bike
3. Sky Professional Cycling Team Pinarello Dogma 2 2,160 (10.0%) 
4. Leopard-Trek Trek Madone 6.9 SSL 1,811 (8.4%)
5. Liquigas-Cannondale Cannondale SuperSixEvo 1,594 (7.4%) Aero Road Bike (ou quase)
6. BMC Racing Team BMC Impec 1,347 (6.2%)
7. Europcar Colnago C59 1,302 (6.0%)
8. Omega Pharma-Lotto Canyon Aeroad CF 599 (2.8%) Aero Road Bike
9. Rabobank Giant TCR Advanced SL 523 (2.4%) 
10. Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team Ridley Noah FB 329 (1.5%) Aero Road Bike


Total: 21,634



Detalhe interessante:  Cervélo vence a contagem pelo sétimo ano consecutivo

Obrigado ao nosso (outro) correspondente de BH e agora proprietário de uma S5, Guilherme Ballesteros, pela dica.