quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CERVELO P5 - Comentários e Outras Imagens



Passadas pouco menos de 48hs do lancamento (tanto o oficial como o não oficial) da P5, já temos informações e imagens suficientes para deixar de especular e pisar em terreno mais firme. 

A bicicleta, que será oferecida em 4 opções, estará disponível em larga escala a partir de maio - as primeiras chegam às lojas em março, mas em quantidades pequenas. 

Os quatro modelos, e preços (aproximados em Reais) respectivos, serão:

- frameset UCI Legal com freios mecânicos: R$ 12.800
- frameset Tri, com freios hidráulicos, carenagem e guidão: R$ 19.000
- bike completa Tri com Dura Ace: R$ 17.900
- bike completa Tri com DI2 e freios hidráulicos: R$ 28.900

A geometria é essencialmente a da P2, o que indica que finalmente fizeram uma bike top visando o amador. O profissional "que se vire". Por outro lado, a P5 terá 3 kits de cockpit - baixo, médio e alto - fazendo com que haja margem para ajuste de drop principalmente. Já os apoios de cotovelo tem pouco ajuste (fotos abaixo), indicando um eventual problema para os que tem ombros largos.

A única certeza nesse momento - baseada no volume de tráfego nesse blog nos dois últimos dias e nos contatos diários - é que a P5 preencheu o vácuo deixado pela P4 nos olhos dos fãs de Cervélo. Se ela é realmente tão fantástica na estrada, o tempo dirá. Mas o visual agradou.  


Detalhe parcial da carenagem do freio dianteiro e da proximidade da roda com o downtube (proprietários de P3, olhem essa mesma distância na sua bike....)

Tudo indica que haverão opções de hidratação em diferentes posições no frame 
Top tube com dois parafusos para fixação de Bento Box (a lá Speed Concept)

BBRight + Rotor, original de fábrica

Parafusos de fixação do selim na traseira, que por sinal é reta

Comissários da UCI, tremei!


Bocal de ajuste do clip, semelhante ao do HED e Vuka

Fixação permanente do suporte de garrafa no clip

Regulagem do suporte de antebraço

Ao meu ver, a grande inovação: o sistema de elevação do clip

Outra vista do mesmo sistema

Mais uma

Carenagem do freio dianteiro (somente no modelo Tri)

Set up para TT - essa é a menor altura disponível para a frente

Frente completa com carenagens e suporte de hidratação 
Detalhe da carenagem do freio

Outro ângulo da mesma carenagem

Acima da carenagem do freio vai uma outra carenagem, para esconder os espaçadores. É como se a frente da bike ficasse realmente escondida por placas de armadura contra o vento.....

Detalhe do freio hidráulico, que será vendido separadamente para interessados ao módico preço de $ 750 o par (cerca de $ 2000 no Brasil)

Conjunto completo dos freios, com a linha do fluído

Detalhes do seat stay e chain stay

Frente Tri com as carenagens

Garfo Tri - de arrepiar qualquer comissário UCI

Encaixes dos parafusos do Bento Box

Esse top tube me parece BEM largo.......

Alguém duvida?

Sistema de regulagem da posição do selim

Parece uma popa de caravela :-)

Manetes de freio RT 8 TT (hidráulico top de linha)

Frente Tri

Frente Tri com garrafa e sem carenagem do freio



Saída para cabos do DI2 ou DA convencional, a partir do chainstay
Fotos de triathloncompetitor.com e roadcyclinguk.com

14 comentários:

  1. Me parece inteligênte fazer uma bike top para amadores,pois são os maiores compradores. Segundo Steve Hed devemos ser mais estreitos do que altos para ser mais aerodinâmico porque será um top tube tão largo, será para levar a namorado no cano rsrsr.

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    1. Denis,

      só vendo a bike de perto e usando pra saber. Mas que deve ter um bom motivo, isso deve.

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  2. A bike é bacana, principalmente a frente dela. Essa elevação do clip que me parece uma área sujeita a problemas, principalmente para triatletas mais "forçudos"...

    Agora, pra variar tem uma pergunta dentro de mim que não quer calar: Qual é a do freio hidráulico? quais as reais vantagens e benefícios?????

    LODD

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  3. Lodd,

    de freio eu não entendo nada. Procurei na internet e existem tanto prós como contras.

    PRO: maior modulação e maior consistência na frenagem, principalmente em longas descidas (não seria necessário apertar as manetes com tanta força como no mecânico);

    CONTRA: preço e manutenção especializada, além da possibilidade de falha instantânea em caso de rompimento da linha hidráulica;

    Meu palpite é que o freio da P4 (traseiro) deu tanto problema com regulagem que eles acharam que valia a pena correr o risco do hidráulico :-)))

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    1. "possibilidade de falha instantânea em caso de rompimento da linha hidráulica" nossa... que beleza :-D

      Então, eu posso ser meio arcaico e reticente a essas novas tecnologias (uma vez que estou usando o Di2 e também não estou vendo nada que valha o investimento) mas freio, numa bike de estrada quanto "melhor", pior! Imagina você num pelotão e teu freio é o único que responde melhor que os outros?

      Ainda tem uma que meu grande amigo Adriano sempre emenda quando eu reclamo como os zero gravity são os piores freios do mundo: "pra que frear? não ganha quem chegar primeiro????" ahahaha

      Bom, pelo menos tem a opção de freio mecânico? e pode ser qualquer freio ou tem que ser específico?

      Abs

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  4. O sistema do canote/banco é igualzinho ao da Kestrel.
    Eu to usando e gostei muito.
    É possível fazer modificações rápidas.
    Consegue deslizar o trilho do banco para frente e para trás, e ainda deslizar o trilho da peça que segura o banco, para frente e para trás.
    Bem legal, e BEM prático.

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    1. Acho que o sistema é fabricado pela Profile. O das P2, 3 e 4 era bom - tomara que esse seja ainda melhor.

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  5. O frameset básico (se é que se pode falar isso), que é justamente o TT, vem com freios mecânicos e sem as carenagens. Aí quem quiser instalar os hidráulicos depois pode comprar o kit separado - $ 750 Obamas, ou umas 2.000 Dilmas.

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  6. Considerando que o mercado projeta bicicletas super-aero, levíssimas e que qualquer tempo ganho com isso tem relevância... esses freios hidraúlicos possuem duas vantagens sobre o mecânico: são mais leves que o mecânico e por se tratar de um freio "mais eficiente" você retarda o seu ponto de frenagem.
    bacana os blogs de vocês: ciro, lodd e max.
    abraço.

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  7. Show demais as inovações, freio hidraulico foi inusitada pra mim. So to achando meio pesada a bike, tens alguma informação sobre isso Max?

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  8. André, eu tive a mesma impressão. A palavra que me vem é "parruda", ou bulky.

    Não tenho info sobre peso - ainda.

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  9. Será de se esperar, por conta do novo lançamento, uma desvalorização nos preços das P2? tornando assim uma bike com um custo/beneficio já bastante atrativo ainda mais vantajoso?

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  10. Essa é para o LODD: especificações do freio Magura:

    "Maintenance-free and light ergonomic construction
    The RT8 TT is a completely maintenance-free braking system and is unaffected by dirt, dust and water. With the help of the hydraulics, changing the brake pads is relatively simple compared to cable brake systems. Numerous patents and 25 years of MAGURA expertise in the field of hydraulic rim brakes underpin the new innovative braking system. Thanks to the clever "quick release" mechanism, the wheel change takes only a moment. The brake lever set-up is also uncomplicated. Of course, the RT8 TT uses MAGURA Royal Blood mineral oil. In contrast to the often-used DOT braking fluid, it doesn't have to be exchanged and there are no health concerns. Nevertheless, should it be necessary to bleed or to shorten lines, this can be done quickly and simply. MAGURA also provides a five-year warranty covering oil loss from the line.
    The ergonomically formed carbon brake lever and the exceptional modulation of the RT8 allow perfect braking, even for cyclists with small hands. "They provide the best braking control for the cyclist and thus also a feeling of security," Götz Braun says. The RT8 also converts the very slightest of touches to high braking power. It is therefore also ideally suited to the needs of the female cyclist taking part in road racing events".

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