domingo, 8 de janeiro de 2012

O Rolo (II)

Dando sequência ao tema "rolos de treinamento", iniciado em http://maxkonabikes.blogspot.com/2012/01/o-rolo-i.html, cabe agora uma apresentação dos diferentes tipos de rolo e suas variantes.

Há basicamente dois tipos de plataforma para treinamento de ciclismo indoor: o rolete, ou rolo livre, e o trainer, ou rolo fixo.

O ROLETE (rolo livre)



 Aqui temos uma plataforma metálica na qual são encaixados três rolos cilíndricos que giram sobre seu eixo ao entrar em contato com os pneus da bicicleta. Dois desses roletes ficam na parte traseira e um na dianteira, sendo que o rolete "do meio" é conectado ao dianteiro por meio de uma polia.

Vantagens:

1) desenvolvimento do equilíbrio e postura na bicicleta: para quem se sente pouco à vontade na estrada ao pegar uma caramanhola ou vestir um agasalho enquanto pedala, ou ainda para quem não consegue manter uma linha reta, o rolete pode ser uma excelente ferramenta já que a equilíbrio e consciência corporal ao usá-lo são componentes básicos exigidos. Depois de algumas semanas usando esse tipo de equipamento o atleta passa a ter mais confiança e mais segurança dentro do pelotão e em cima da bike de maneira geral. Há quem diga que a diferença entre um bom ciclista e um grande ciclista está no uso (ou não) dos roletes.

2) desenvolvimento da técnica de pedalada: o trabalho em cadëncias mais elevadas no rolete propicia uma "suavização" da peladada, fazendo com que o ciclista trabalhe tanto a puxada (parte inferior do movimento) como o chute (parte superior do movimento). Quem pedala em rolo fixo pode obter bons resultados no movimento tipo "pistão", mas no rolete isso não é possível.

Adicionalmente, o rolete é fácil de transportar e armazenar por ser dobrável, fazendo dele uma excelente opção para aquecimento antes de provas de contra-relógio ou ciclismo. E finalmente, como a bike não é presa à plataforma, os pontos de torção e pressão no quadro são similares àqueles do uso "normal" da bicicleta - o que não acontece com o rolo fixo.

Desvantagens:

1) não basta sentar e pedalar. É preciso paciência e cautela para iniciar, e de preferência alguém com mais experiência por perto para auxiliar nesses primeiros passos;

2) como é necessário manter o equilíbrio o tempo todo, o rolete tem uma exigência muscular muito similar à de exercícios isométricos (além da exigência cardiovascular e muscular do ciclismo em si), o que pode levar a um desconforto generalizado no corpo após uso muito constante.

O ROLO FIXO




Ao contrário do rolo livre, o rolo fixo funciona a partir da fixação (!!) da bicicleta em um apoio traseiro. A roda traseira fica então em contado com uma unidade de resistência, que nos primeiros modelos era ativada por um ventilador (daí o termo wind trainer para esse equipamento). Posteriormente, surgiram as unidades com resistência magnética (mag trainers) e por fluído (fluid trainers).

Embora os três tipos obedeçam ao mesmo princípio - uma unidade de resistência que é ativada manual ou mecanicamente facilita ou dificulta o movimento de pedalada - existem diferenças sutis entre eles que devem ser levadas em conta pelo comprador antes da decisão final.

Fluid Trainers: os rolos fixos com resistência por fluído são os mais caros, mais silenciosos e mais "realistas" de acordo com a maioria dos usuários. Embora os primeiros modelos tenham apresentado vazamento do fluído interno, os atuais conseguiram sanar esse problema. A grande vantagem do rolo fluido é que a resistência vai sendo implementada de maneira progressiva, tornando a pedalada mais "realista". Além disso, para quem mora em apartamento, os rolos fluidos tendem a ser mais silenciosos que os magnéticos.

Exemplos: CycleOps Fluid 2, Kurt Kinetic Road Machine;


Mag Trainers: os rolos magnéticos funcionam à base de resistência por corrente Eddy ou de Focault (google para maiores informações, por favor...). A grande desvantagem desse sistema é que a resistência é súbita e linear, ao invés de aumentar gradualmente como nos rolos fluidos. E é possível que se o atleta tentar sprintar, por exemplo, aumentando súbita e intensamente a potência, a unidade de resistência não acompanhe esse aumento súbito e a resistência cesse. O resultado, além de frustração, pode ser a cara no guidão. Atualmente, ao menos um fabricante (Cyclops) conseguiu criar um trainer magnético com níveis de resistência diferentes (SuperMagneto / Magneto), e que funciona muito bem. Em alguns modelos básicos o atleta deve desmontar da bicicleta e ajustar a pressão da unidade de resistência à roda traseira para conseguir mais ou menos pressão, e em outros esse ajuste é feito por meio de um cabo preso ao guidão da bike.

Exemplos: CycleOps Supermagneto/ Magneto; Kurt Kinetic Magnetic Trainer;


Wind Trainers: são os mais simples, mais barulhentos e mais frágeis. É talvez uma boa solução para quem quer pedalar de leve enquanto assiste TV ou simplesmente procura uma opção barata para substituir aquela bicicleta ergométrica medonha. Mas não se compara aos magnéticos ou fluidos para quem busca uma ferramenta de treinamento de uso constante. Exemplo:Kurt Kinetic Cyclone, CycleOps Wind Trainer.

Correndo por fora desse páreo temos o Computrainer e o Le Mond, que por terem características muito especificas merecem uma explicação mais detalhada (que talvez apareça aqui no futuro :-).

1 comentários:

  1. A blackburn ja tem ha algum tempo unidades de carga magnético com diferentes níveis de resistência. Se ñ me engano hj em dia tem c/ 3 niveis e 6 niveis! http://www.blackburndesign.com/trainers.html

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