A semana que passou foi particularmente pesada para as pessoas que, como aquele amigo ao qual a senhora se refere no vídeo que tive a infelicidade de assistir hoje pela manhã, consideram a bicicleta como um meio de transporte, de vida saudável e de desenvolvimento urbano sustentável. Dois desses risíveis sonhadores - um com 21 e outro com 41 anos - foram atropelados e mortos em menos de 24 horas. O primeiro vítima de um motorista embriagado, e o segundo supostamente de um caminhoneiro que dormiu ao volante.
Em ambos os casos, podemos argumentar que as mortes foram acidentais, já que ninguém, por mais embriagado ou sonolento que esteja, desejaria matar uma pessoa. Logicamente que isso não exime a responsabilidade dos motoristas, e muito menos traz de volta à vida os ciclistas mortos. Mas fica, lá no fundo, aquela sensação de que se os condutores estivessem em pleno domínio de suas faculdades mentais, tudo poderia ter sido evitado.
Entra em cena - literalmente - o vídeo mencionado acima. Depois de assistí-lo várias vezes - primeiro para ter certeza de que aquilo que eu pensei ter ouvido realmente foi dito, e depois para ter certeza de que não foi desdito - minha primeira reação foi torcer para que o que vi tenha sido uma infelicidade de edição, daquelas em que só nos é mostrado o conteúdo podre, visando confundir a percepção do ouvinte ou prejudicar a imagem do interlocutor. Se esse for o caso, minha retratação virá prontamente - assim que o conteúdo integral for apresentado.
Se não for, então me vejo obrigado a estender um pouco essa cartinha, não tanto com a pretensão de que a senhora chegue a recebê-la, mas mais como catarse. Afinal, com os dois ciclistas que morreram eu só posso falar em pensamento. Para os familiares deles, não teria palavras. Mas para as suas declarações, e principalmente para o seu comportamento enquanto elas foram feitas, eu tenho muitos pensamentos, muitas palavras, e nenhum impedimento para externá-los.
Em primeiro lugar, a senhora deixa claro que em sua opinião a bicicleta não é um meio de transporte. Aí vem minha primeira dúvida: se eu vou de casa para o trabalho de bicicleta, como fazem milhares de pessoas por opção ou necessidade no Brasil e outros milhares mundo afora, e ela não é um meio de transporte, o que é então - além é claro de um obstáculo no caminho de motoristas bêbados, sonolentos e apressados? Ou de motivo de ironias, chacotas e piadas em rodinhas de bate-papo de gente inteligente e valente como a senhora, que munida apenas de um Ipod enfrenta engarrafamentos gigantescos?
Enquanto a sua resposta não vem, eu tenho a minha, inspirada nesse mesmo vídeo.
A bicicleta é a muleta do ciclista, que por sua vez é um animal com necessidades especiais de locomoção. Para esse animal, o carro, que seria a opção in, não serve. Ele realmente tem necessidades especias, tipo fazer exercício, sentir o vento no rosto, contribuir com o desenvolvimento urbano sustentável (eu sei, eu sei, isso é uma ameaça séria para os amantes de engarrafamento, mas....), diminuir a conta de combustível (eu sei, eu sei, quem pode comprar um Ipod nem sabe o preço do litro da gasolina, mas....) e outras tolices de eco-chatos e demais formas de existência nocivas ao bem estar do cidadão comum.
Na verdade, se a bicicleta não for isso, seria ótimo que passasse a ser. Porque nesse caso, de cara, duas coisas ótimas iriam acontecer:
1) na qualidade de portadores de necessidades especiais de locomoção, os ciclistas teriam direto à vagas privilegiadas em supermercados, bancos, escolas e nas ruas. E a partir daí a polícia não precisaria mais ser mobilizada para arrombar cadeados de bicicletas presas a postes de luz;
2) na qualidade de animais, os ciclistas passariam a ser protegidos por associações, instituições e similares, e poderiam trafegar pelas ruas sentindo-se assimilados pela comunidade ao invés de expurgados.
Mas, francamente, não tenho muitas ilusões a esse respeito. Como a senhora mesmo diz, "já imaginou hi hi hi um bando de paulistanos ho ho ho indo trabalhar de bicicleta rá rá rá?" É, não dá pra imaginar. Se isso acontecesse, o Brasil - ou São Paulo ao menos - transformar-se-ia subitamente numa Amsterdam, numa Copenhagen ou numa Minneapolis - que como todos sabemos são lugares de péssima qualidade de vida, haja visto a probabilidade cada vez menor de engarrafamentos (onde escutar música então, oh céus??). E quem, em sã consciência, poderia desejar isso?
Alias, "como a senhora mesmo diz" é realmente o grande motivo que me traz ao teclado. Monica Waldvogel, quer eu concorde, goste, acredite ou não, é uma formadora de opinião. E como tal, suas palavras tem um eco que vai além do seu universo particular. O que é dito por formadores de opinião vai adiante, vai fundo, e principalmente hoje em dia, vai rápido. Ergo, pessoas que assistiram ao seu singular e risonho depoimento acerca da total inutilidade da bicicleta como meio de transporte, e por consequência da imbecilidade de quem insiste em utilizá-la como tal, podem acabar influenciadas por esses seus (pre)conceitos.
E se isso acontecer, a senhora para mim é responsável por delito muito maior do que os atropelamentos acima. A senhora, ao ridicularizar o ciclismo como movimento urbano digno de respeito, atropelou não um, nem dois, mas centenas de milhares de indivíduos que usam a bicicleta por prazer ou necessidade. Sabe por que? Por que estava (até que se prove em contrário) sã! Passava no teste do bafômetro, não parecia sonolenta, e muito menos arrependida do que falou. A senhora atropelou o ciclismo e todos os ciclistas brasileiros olhando para uma câmera de televisão, sabendo que estava sendo filmada, e depois, rindo esganiçada, deu a ré e passou por cima de novo.
O seu trunfo é um só: ao contrário dos motoristas, cujo mal foi feito e não pode mais ser desfeito, a senhora tem como voltar atrás. Não precisa mudar de opinião - não é esse o ponto. A senhora pode, deve, e tem todo o direito de defender-se de engarrafamentos e da chuva dentro de um carro sequinho com som ambiente. Mas reforçar essa verdade e esse direito não implica em fazer daqueles que optam por pedalar em duas rodas a céu aberto - mesmo correndo o risco de tomar chuva (éca!) - motivo de chacota.
Acredito que o mundo seja grande o bastante para que cada um tenha garantido o seu espaço e o respeito às suas preferências. Olhando para a linha do tempo e ao redor do nosso espaço, imagino que os animais com deficiência de locomoção apoiados sobre suas muletas de duas rodas - esses bípedes defeituosos porém teimosos - acabarão transformando seu universo à imagem, por exemplo, da Holanda. Lá serão felizes, indo e vindo sob o sol ou sob a chuva, com seus meios-de-seja-lá-o-que-for. Já os membros da sua seita - seres que precisam apoiar-se em quatro rodas sob pena de morrerem estagnados - os poderosos e indestrutiveis quadrúpedes - serão eternamente felizes em lugares como Bangladesh, Cidade do Cairo ou - para que ir tão longe afinal - a marginal Pinheiros em 2012 num dia de chuva.
Amanhã, apesar do medo, da tristeza e de um certo inconformismo, vou pedalar. Quem sabe quando voltar para casa não encontrarei na caixa de mensagens um outro vídeo seu, que embora não traga de volta os ciclistas mortos terá o poder indescritível de restaurar a dignidade que as suas palavras e atitudes roubaram daqueles que ficaram e dos que ainda virão.
Sem mais,
Maximilian Frederick Leisner
Ciclista amador, pai de família e, por hora, cidadão inconformado
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Aos que desejarem ver o vídeo mencionado acima na íntegra, basta digitar "Waldvogel saia justa" em uma ferramenta de busca. Aqui essa barbaridade não vai aparecer de jeito nenhum.
Boa Max, assino embaixo.
ResponderExcluirFrancamente Max, não sei onde vamos parar, se não podemos contar mais nem com quem teoricamente deveria exercer o papel de informar.
ResponderExcluirParabéns pelo excelente texto ! Principalmente pela sutileza irônica sobre os quadrúpedes...rsrs
Abraço,
Fernando Palhares
Ah não! Comparar esse tipo de gente com quadrúpedes foi muita maldade. Os bichinhos não mereciam tamanha ofensa. Só não informo às entidades de proteção aos animais porque achei o texto maravilhoso.
ExcluirObrigado Max!
Max,
ResponderExcluirDisse tudo, com grande propriedade.
Essa criatura midiática praticou (também) uma agressão à cidadania.
Veja, por influência do meu irmão Marco, passei a conhecer e a interagir um pouco com o universo do Triathlon e, por tabela, com o universo do Ciclismo.
Em minha percepção, existem no Brasil duas imensas "tribos" interseccionadas, a dos Triathletas e a dos Ciclistas (desportistas ou não), ainda com seus subgrupos e desdobramentos, isto sem mencionar o cidadão que tem na bike o seu meio de transporte possível, ou de escolha.
Desconheço até que ponto existiria algum mecanismo para mobilizar rapidamente essa massa, virtualmente e até fisicamente, em torno de causas e eventos de real interesse para ciclistas em geral.
Na Proteção Animal, da qual sou ativo participante, estamos ainda nos primórdios daquilo que, espero, venhamos a alcançar.
Mas, através de grupos, listas de emails massivas, redes sociais, websites, petições on-line, etc., já conseguimos nos organizar em torno de incontáveis causas, protestando, exigindo leis mais rígidas, realizando demonstrações públicas de repúdio à crueldade, como ocorreu no último dia 22/01, em todas as capitais do Brasil, e em comunidades brasileiras no exterior.
O caminho é longo.
Conseguimos uma parte infinitesimal do que poderíamos, pois falta ainda uma integração efetiva da "tribo".
Deixo a sugestão de que se tente algo análogo, envolvendo as "tribos" de Triathletas e Ciclistas.
Para fundamentar melhor, peço que veja este artigo de Dener Giovanini, articulista do jornal O Estado de São Paulo, abordando aspectos insuspeitados e muito interessantes.
http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini/gateiros-e-cachorreiros-eita-raca/
Desnecessário elaborar mais.
Após a leitura, você estabelecerá as analogias cabíveis.
Solidariamente,
Alfredo Cyrino
Editor - 3 Athlon na Veia
só um comentario ou palavra: concordo!
ResponderExcluirNunca vi nada tão infeliz na minha vida quanto esse vídeo. uma formadora de opinião que nao poderia estar atrás das camêras. Triste ver o deboche dela por aqueles que só querem levar uma vida saudável e voltar para casa sã e salvos. Tenho certeza que como cidadão temos esse direito.
ResponderExcluirMax,
ResponderExcluirO que foi escrito é de 'arrepiar'.
Parabéns.
Rafael Brandao
Max, sempre admirei a Monica Waldvogel, sempre acreditei se tratar de pessoa moderna, aberta. Portanto, quando vi o video, não acreditei. E exatamente nesta semana em que infelizmente dois ciclistas foram mortos, a chacota dela agrediu a todos nós. É uma pena. Espero que sua carta aberta chegue ao conhecimento dela. Talvez ela faça chacota da carta, é possível, talvez ela se sinta envergonhada, quem sabe.
ResponderExcluirabs,
Guilherme
Guilherme,
ResponderExcluirque a carta chegou eu tenho certeza. Recebi hoje pela manhã um email do Bruno Pinheiro, cujo pai, amigo pessoal dessa senhora, encaminhou o texto para ela.
Se ela chegar a ler, só espero que provoque uma reflexão. Falar m**** tudo mundo pode falar, mas morrer abraçado com a catinga é opcional.
Parabéns Max! Obrigado por se pronunciar!!!!
ResponderExcluirPerfeito!!!!!!!
ResponderExcluirEsse texto precisa chegar nela
É dar murro em ponta de faca...
ResponderExcluirEspero que aquele "ser" consiga entender o conteúdo da mensagem, o que me pareceu muito pouco provável ao ver as declarações dela!
Max, bem vindo de volta ao "Brazil" :-(
LODD
Max,
ResponderExcluircomo sempre, suas palavras vão certeiras! absurdo tais comentários e total indignação para com a "formadora de opiniões". Ela devia guardar para si.
Abraços,
Bia Motta
Realmente muito infelizes os comentários dessa senhora. Belo texto, Max. Apenas uma correção: Tanto no Cairo como em Dhaka, capital do Bangladesh, há muitos, mas muitos milhares de ciclistas indo e voltando do trabalho diariamente com muito, mas muito mais segurança do que em São Paulo. É cruel, mas dá pra mudar.
ResponderExcluirGeorge
Boa George,
Excluira alusão ao Cario e Dhaka foi pelo trânsito de veículos caótico, mas realmente eu não sabia sobre o "lado bom" nesses locais.
ab.
Parabéns pela capacidade de descrever a indignação e desconforto que senti e não consegui expressar ao assistir D. Mônica em seu papinho-deus-me-livre-me-misturar-com-essa-gente-suada.
ResponderExcluirAssino embaixo!
ResponderExcluiresat MOnica devera ler este texto..encaminhe para seu Twitter @MonicaWaldvogel
ResponderExcluirquem sabe ela se retrate e pense na burrada que ela cometeu..
Parabéns, Max.
ResponderExcluirConcordo com todas suas palavras.
Antonio Miranda
Perfeito, acho que seria interessante que todos nós compartilhássemos esta carta aberta em nossos perfis do Facebook, rede de contatos para que chega à rede globo e à jornalista em questão.
ResponderExcluirParabéns Max, não há o que comentar além do que já foi escrito por você.
Muito bom Max,
ResponderExcluirassino embaixo e compartilho.
Max, suas palavras traduzem de forma notável e precisa nossos sentimentos em relação aos comentários infelizes desta formadora de opinião. Parabéns.
ResponderExcluirVi em um comentário anterior que este texto provavelmente já chegou à jornalista, mas se me permite, farei minha parte para que chegue não só a ela mas também àqueles que permitem, e ainda remuneram, que alguém deste nível de brilhantismo tenha voz em sua programação.
Meus pêsames às famílias e amigos dos dois ciclistas citados no texto. Apesar de não conhece-los pessoalmente é impossível não me entristecer com estes fatos.
Abraço.
Caio Soares
Também concordo com tudo. Parabéns!
ResponderExcluirE tb estou fazendo a minha parte. Escrevi para o fale conosco do GNT/Saia Justa (http://gnt.globo.com/saiajusta/index.fale_shtml.shtml) e pro twitter da @MonicaWaldvogel. Quem se sentir motivado pode fazer o mesmo...
Perfeito e aplaudido de pé!
ResponderExcluirEla deve achar lindo quando vai pra Europa passear na Holanda, por exemplo, e fica encantada como tudo aquilo funciona. Mas infelizmente essa jornalista do nosso Brasil tem a cabeça pequena demais.
ResponderExcluirO certo então é incentivar cada habitante das grandes cidades a comprar seu proprio carro. Atualmente carro ta virando iPod, todo mundo tem o seu. A industria automobilistica bate recorde de vendas (e de remessa de lucros para o exterior) e recebe incentivos fiscais do governo brasileiro. O transito em qualquer cidade é caotico mas ela nao quer abrir mão do ar condicionado do seu veiculo emissor de poluentes. Aqui no Brasil é assim: pra que ter civilidade, pra que pensar no proximo, pra que incentivar mudanças "de primeiro mundo"... vamos incentivar a lei de gerson!!!
Eu nao consegui ver tudo.
ResponderExcluirninguem e obrigado a achar q andar de bike e legal.
mas, nao ver o q a bike fazz e faz nas cidades q vc comentou e em paris, londres e ny e demais.
vi muito preconceito no video, uma coisa meio eu sou de uma casta.
vamos ver o q vai dar. mas, ela realmente atropelou muitos.
belissimo texto, como sempre.
Que triste...!
ResponderExcluirParabéns pelo texto.
Boa!!!
ResponderExcluirInfelizmente existe pessoas que não conhecem o verdadeiro prazer de andar de bicicleta, até parece que não teve infância..
Nota 10 pelo texto
Abraço
Obrigada, Max, por conseguir dar uma resposta tão certeira.
ResponderExcluirMuito bom. Realmente ela (Monica Waldvogel) foi muito infeliz... precisa se atualizar... acho q não tem feito muito a lição de casa como apresentadora/jornalista/repórter... uma bela de uma ressaca moral ela merece... Parabéns pela carta!!!
ResponderExcluirMonica Waldvogel, apenas mais uma que vive no ar refrigerado, falando, falando, falando, e....falando...nada mais do que isso. Zero a esquerda.
ResponderExcluirParabéns Max, acertou na mosca!
ResponderExcluirAssino em baixo.
E obrigada por defender á nós, amadores ou não, mas dependentes da BICICLETA!!!
Parabéns Max pelo seu texto a respeito do comentário dessa jornalista. Parece mesmo que ela não teve infância e não sente o prazer de fazer uma pedalada! Em outros países, como na Alemanha, ao lado das estradas, existem ciclovias que são muito utilizadas por famílias para o transporte e lazer, crianças e pessoas mais idosas.
ResponderExcluirRecomendo à ela, a leitura e opinião sobre a frase de Albert Einstein:
"Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio."
Seguramente a opinião dela seria mais "equilibrada".
Ruy Fernando Metzger
Pior de tudo, essa "pessoa" NÃO é acéfala.
ResponderExcluirSeres "não-espertos" não sobem na hierarquia da Globo.
Portanto, os comentários, partindo uma não-acéfala que tem no uso da palavra a sua ferramenta, foram dolosos, não culposos...
E para completar, juntamente com as azêmolas participantes do programa, fizeram gracinhas com relação aos animais e aos vegetarianos.
Sou vegetariano há décadas, além de ativista da Proteção Animal, em S.Paulo.
Em adicão ao comentário que já postei aqui (assinei como editor do 3 ATHLON NA VEIA), estou divulgando este vídeo e a Carta Aberta do Max à minha modesta lista da Proteção (uns 10 mil contatos).
Alfredo Cyrino (www.indigovirgo.com)
Boa Max. Bastante opurtuna e direta a sua carta.
ResponderExcluirFernando Ferrari.
Você foi muito feliz no seu texto, juro que fiquei impressionado com a inteligência da sua resposta! Que infelicidade dessa senhora...Parabéns Max!
ResponderExcluirMeus parabéns, Max suas palavras perfeitamente traduzem a indignação e a decepção das pessoas que tentam melhorar a si e ao meio ambiente, diante do que foi dito pela apresentadora da GNT. Conteúdo e contexto da conversa lamentável, e ainda absolutamente desproporcional, pior, foi dito em pleno domínio das faculdades mentais (ou não, de repente...). Suas palavras sãos as minhas e, creio a de todas as pessoas sérias e bem intencionadas, independentemente de usuário de bicicletas. Vou divulgar suas letras mais que puder na esperança que suas palavras (nossa voz) sejam ouvidas, e, talvez, compreendidas. É bom que a Monica e a GNT saibam que com um clic a Saia Justa pode sair de moda aliás, bicicleta é realmente mais antiga do que os carros, como disse a risonha jornalista (que ridícula comparação, e, preconceituosa. Como se o mais antigo fosse menos eficiente...o mais novo sempre melhor, etc...) e também da modinha da Saia Justa. Ah! carros elétricos também são mais antigos que os movidos a combustíveis fósseis mas, estão sendo redescobertos agora, junto com a nossas "bicicletinhas".
ResponderExcluirTonyberlini/faccebook
Juro que não queria entrar na mesma balada da, hi hi hi moderníssima, ha ha ha, Mônica...mas tenho certeza absoluta que existe coisa mais, hi hi hi, moderna, sem preconceito, inteligente, ha ha ha, do que ela nas mais diversas mídias...
ResponderExcluirBoa !!!!!!
ResponderExcluirMax, parabéns pelo seu posicionamento nos representando nessa situação. Para nós serve para vermos como ainda é longo nosso caminho...
ResponderExcluirMax; além de eu ser vegana, meu pai era ciclista e morreu no transito, ele fazia parte de um grupo em SP chamado CAB(clube amigos da bike) a minha revolta ao escutar esse lixo foi bem grande, e vc foi muito educado em sua carta, pq eu se escrever pra ela vai ser bem diferente, alias como sempre os canais globais( a GNT é um canal muito global embora pago)tem que ter os artistas que não sabem o que falam e só falam merda. Essa gente ai não deve nunca ter sequer saído do pais , se acham tão inteligentes como degradadores do meio ambiente, em seu mundinho de futilidades. Em todo os paises europeus que eu passei a bicicleta é gratuitamente incentivada pelos governos para que a população use, se o motorista não respeitar espaço de estacionar bike, ou algo semelhante é guinchado. Especialmente na Holanda ao chegar a primeira pessoa que vc esbarra ja te oferece cartão pra vc alugar uma bike , o maior e mais incentivado meio de transporte de Amsterdam, onde bike vem em primeirissimo lugar. Parabéns pela sua pasciência em explicar pra essa gente futil a necessidade e a importancia do uso das bikes hoje em dia:)
ResponderExcluirClap, Clap, Clap, Clap Maxx ... Palmas, palmas e mais palmas ...
ResponderExcluirExcepcional carta resposta!! Parabens!
ResponderExcluirMax, parabéns, excelente texto!
ResponderExcluirComo publiquei hoje em meu facebook: Sinceramente é lamentável que uma formadora de opinião renomada seja tão vazia de valores e informação. É aquela história... quando se trata de opinião... cada um tem a sua, ok, mas a grande massa não sabe pensar a respeito do que ouve ou lê por aí e muitos acabam tomando por verdade e pensando e agindo igual. O bom comunicólogo tem que ter cuidado com o que fala e principalmente ter informação e argumentos claros e concisos a opinião que emite. Parafraseando minha amiga amiga Miila, "É Mônica, se chover vai estragar sua chapinha. E quanto ao roubar teu ipod, exija segurança para sua cidade que você não terá que se preocupar com violência... me admira você, muito provavelmente, ser uma pessoa tão viajada, e deve adorar certas cidades europeias que o transporte mais utilizado é justo a bicicleta. Triste." e ainda digo mais... não sei quem é pior, quem emite tais declarações ou quem se diverte com tamanha asneira.
ResponderExcluirDefinitivamente essa jornalista está fora da minha vida. Há uns 6 meses também tive o desprazer de assistir ao Programa Saia Justa onde ela fazia chacota dos protetores de animais. Escrevi um email pelo site da globo (o que duvido tenha sido lido) e NUNCA MAIS assisti a nenhum programa dela.
ResponderExcluirEla (Sra. Waldwogel) é apenas um retrato da imprensa de segunda linha, que de alguma forma busca notoriedade. Lamentávelmente esse tipo de profissional (profissional, hahaha, hehehe) precisa pisotear pessoas, omunidades e o fazem com muito gosto, pois estão em sã consciência e doa à quem doer.
ResponderExcluirEste vídeo prova e demonstra o baixíssimo nível de inteligência que possuem, a falta de cultura e principalmente a falta de criatividade, pois poderiam utilizar o espaço que tem para assuntos com mais conteúdo e mais úteis, enfim usar a Porr.....do IPod que tem com mais CRIATIVIDADE e INOVAR, mas que criatividade pode ter uma criatura que não enxerga uma bicicleta como meio de transporte? Respondo... Nenhuma, pois é muito vazia uma pessoa deste nível (baixo).
Que decepção deve ser para os familiares da Waldvogel, péssimo exemplo e nesse nível(baixo) e na TV para todo o Brasil..
Obrigado MAX pelo alerta. E que está carta pública seja lida pela Sra. Waldvogel, ela precisa ver que não está falando pra meia dúzia de assíduos telespectadores.
Abraços Gauchescos.
belo texto max a televisão pode colocar suas besteiras no ar mas temos muito mais poder com instrumentos como a bicicleta e a internet que não pode ser totalmente controlada.
ResponderExcluirÓtimo texto Max, espero que tenha ao menos, chegado as mãos desta "jornalista" que não tem nenhuma noção do que é viver em sociedade, quanto mais conhecimento de outros meios de transporte que não seja seu carro.
ResponderExcluirInfelizmente isso parece ser uma opinião formada em parte, do que podemos chamar, de elite brasileira..
Talvez ela, como jornalista que se diz, deveria ler um pouco mais e ver o quantidade de pessoas que mesmo tendo condições de andar de carro, vão todos os dias trabalhar de bicicleta.
"Grande Max,
ResponderExcluirAinda bem que temos vc com seu lado escritor para colocar, correta e educadamente, em palavras o sentimento dos que tem no ciclismo um meio de vida.
Parabéns."
Abraço.
Li o blog pela primeira vez e digo q assino embaixo a carta.
ResponderExcluirMoro em Montreal, cidade com a maior ciclovia das Américas, onde podemos andar d bike no circuito da F1 sem pagar um centavo, onde na hr do rush existe engarrafamento de bicicletas. Eu já tinha visto a infeliz declaração da jornalista. E cada vez q vejo a mentalidade equivocada de formadores de opinião, mas tenho certeza q nunca o Brasil terá uma mentalidade ciclística, será sempre voltado para os automóveis. Uma pena.
abs e parabéns pelo texto.
Max, belíssimo texto. Realmente esse vídeo chateou muito aqueles que optam pela bike como meio de transporte.
ResponderExcluirComo pode ela suposamente culta achar que a bicicleta não é um meio de transporte. EStariam então, Paris, Londres, Amsterdan, Bogotá e tantas outras cidades estariam todas erradas?
Acredito que a bicicleta é uma ferramenta incrível de mudança!
Abraço,
Max;
ResponderExcluirEla é uma perfeita imbecil.
Duas perguntas...
ResponderExcluir1. alguém tem o vídeo do programa todo?
2. o programa é de Outubro de 2011 e naquela época já gerou celeuma. A Mônica Waldvogel chegou a exercer o direito de resposta?
Cesar,
ResponderExcluirsei de várias pessoas que gostariam de tê-lo visto na íntegra (não para apreciar, mas para ter certeza de que não tratou-se de um terrível mal-entendido), mas acho que ninguém conseguiu.
Sobre a resposta, para isso ela teria que descer do seu pedestal para as terras mundanas. Melhor não contar com isso.
Max,
ResponderExcluirParabéns pelo texto.
Esta não é a primeira vez que ela fala m... Já teve até uma vez em que ela "achou as Touradas na Espanha legais...".
Muito infeliz a colocação dela.
Pior ainda é não ter sequer se retratado ou pelo menos tentado explicar as colocações que fez.
Olá Max,
ResponderExcluirParabéns pela carta. Teve alguma resposta?
Obrigado,
Igor.
Igor,
ResponderExcluirnem particular nem aberta.
Ela não deve nem ter lido (embora certamente tenha recebido).
ab.
Gostaria de agradecê-lo por expressar nesse texto a indignação e decepção de quem (como eu) usa a bicicleta como principal meio de transporte.
ResponderExcluirMoro na LAPA e trabalho num shopping que fica na Marginal Pinheiros, preciso pegar 3 ônibus para chegar onde quero e levo 1:40 minutos, com a minha bicicleta faço isso em 50 minutos no máximo.
Será que sou algum tipo de ET e ser motivo de chacota por conta disso?
Parabéns pelo levante contra o escarnio desta senhora.
ResponderExcluirContinuarei usando minha bike e cuidando de mim, da minha saúde, da minha cidade e do planeta.
A ela, desejo todos os confortos de um carro com ar condicionado, um belo sound system e uma academia para queimar esta "gordurosa fadiga" causada pelo transito. Fadiga física e mental, pq se ela pensasse ou se informasse um pouco nåo teria dito tamanho absurdo.
abs e continue pedalando que nos cruzaremos por ai ;)
Alex Cassimiro
Discor de que Monica W. seja uma formadora de opinião; ela não passa de uma wanna be da Miriam Leitão.
ResponderExcluirParece que ela se manifestou. Melhor seria se tivesse ficado calada...
ResponderExcluirhttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-comentario-da-jornalista-monica-waldvogel/
Prezado Max,
Excluirrealmente parabéns pelo seu texto. A falta de resposta já indica que não há nada a ser contestado, ou ao menos que não há como rebater adequadamente seus argumentos.
Além disso, receber elogio do Reinaldo Azevedo e ter apenas algumas divergências com ele são informações que mais desabonam a moça...
Luciana
Tive a infelicidade de clicar no link acima. De fato vivemos numa espécie de feudalismo, no meio de gente míope. Não me chatou tanto a matéria, mas os comentários me embrulharam o estômago.
ResponderExcluirMax, este texto é o terceiro link do Google, ao se buscar o nome da jornalista.
ResponderExcluirCom certeza você está sendo ouvido.
Abrax e parabéns.