Aproveitando a onda recente de assuntos alucinógenos, esse video cai como uma luva pra fechar a semana.
Um ensolarado fim de semana a todos e cuidado com as borbobikes no trânsito.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
CERVELO P5 - Os Atletas e Os Engenheiros
Algumas boas imagens da P5 (que chega ao mercado em 7 de abril).
Créditos 100% Bruno Pinheiro, nosso repórter sênior.
Créditos 100% Bruno Pinheiro, nosso repórter sênior.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Baseado em Suposições
Hoje de manhã, com o frio de Curitiba afiando suas garras pela primeira vez em 2012, cumpri mesmo assim o ritual semanal do "treino secreto", que faço sozinho por opção (aliás, se não fosse sozinho não seria secreto....).
Com céu azul, frio e muito verde ao redor, estava sem companhia porém em nenhum momento me sentindo só, e embora as séries fossem relativamente duras ao final de uma hora e pouquinho os objetivos haviam sido cumpridos. Além disso, a infuência do ar puro, do azul e do verde haviam deixado meu espírito leve e alegre.
Voltei para o carro, que sempre deixo estacionado em frente a um restaurante na beira da estrada, e enquanto colocava a bike no carro um rapaz, que estava sentado na mureta em frente ao restaurante, me perguntou:
- Até onde você foi?
- Até o fim da estrada, e depois voltei.
- Massa. Não cansa?
- Um pouco.
- Ahhhnnn....e você corre na pista?
- Na pista não, só na estrada, de vez em quando (ai percebi que "pista" e "estrada" para ele eram a mesma coisa, e ouvindo a minha resposta ele achou que eu era meio doido).
Começei a tirar o capacete, as luvas, e notei que ele olhava para a bicicleta no teto do carro. Já fui me preparando para aquela pergunta inevitável.
- Desculpa eu perguntar.....mas você não usa uma maconhazinha de vez em quando?
Pause.
Por essa pergunta eu realmente não esperava. O que fez esse rapaz pensar nisso? Baseado em qual suposição? Será que por estar de touca preta e óculos escuros eu estava com cara de maconheiro? Será que ele pensou que pra pedalar naquele frio, só dopado? Ou será que jogou um verde, e se eu dissesse que sim ele tirava um pacotinho do bolso e me oferecia uma erva "especial para ciclista"?
Qualquer que seja o motivo, pelo meu conhecimento teórico do assunto (prática, feliz ou infelizmente, não tenho), a cannabis sativa, se usada antes de pedalar, serviria apenas pra criar confusão e não para aumentar performance.
Fiquei imaginando. Antes da corrida, o atleta X pita o seu cigarrinho natural e alinha. Baixa a bandeira, sai todo mundo feito louco - menos o chapado.
- Êêêêê....mas pra que a preeeeesssssa..........diz ele rindo sozinho.
Ou então, no meio da corrida, parte um ataque. O chefe da equipe fala pro chapadão:
- VAI BUSCAR!
- Êêêê.....tá estressado hein brother.......heheheheheh.......
E que tal o pelotão passando no meio de um campo de Girassóis e de repente o maluco joga a bike no chão e sai correndo:
- ELES QUEREM ME PEGAR....OS AMARELÍGENAS....!!!!
Ou então na hora da sacolinha com barrinhas de cereal. Vitimado pela larica, nosso anti-herói pergunta para o chefe de equipe, passando a mão na barriga e a lingua nos lábios:
- Pô man (pronunciado mãn, como os Jamaicanos falam)...hehehehe....não rola uma feijoada aí não.....hehehehe....
Definitivamente, maconha e ciclismo não me parece uma combinação plausível. Além do mais, acho pouco provável que qualquer alucinação ou "barato"me deixasse mais alegre do que eu já estava na base do oxigênio e da endorfina.
Pause Desligado.
- Não......isso acaba fazendo mais mal do que bem. E acho que eu já sou doido o suficiente sem isso.
- Com certeza....com certeza....hehehehehe.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Negócio da China (II)
O texto abaixo foi publicado pela Scott em seu website. Abaixo do original está um pequeno resumo em Portugues.
Onde aparece "Scott" , podemos imaginar qualquer outra marca de bicicletas e rodas de competição de alto nível.
WARNING OF FRAUDULENT OFFERS ON THE INTERNET
In light of recent events SCOTT would like to warn consumers about diverse alleged online suppliers offering fictitious trademarked goods – inter alia SCOTT products – on their homepages. Such suppliers (often originating from Asia, mostly Indonesia, but SCOTT has also identified some suppliers originating from Europe) misuse the name of reputable companies and attract consumers with low priced goods. Unfortunately, it has already occurred that after accomplishment of advanced payment by consumers the delivery of the respective products never happened, in other words the supplier keeps the payment and the products.
SCOTT would like to point out that it can only guarantee the originality of its products purchased through an official SCOTT dealer. Therefore, SCOTT recommends consumers to verify the origin of the products and reliability of the respective online supplier beforehand. SCOTT shall be exempted from any liability in this matter.
Basicamente, a Scott diz que há uma onda de fornecedores online Asiáticos (esp. Indonésia), e também alguns Europeus oferecendo produtos falsificados a preços baixos, contra pagamento adiantado. Diz ainda que em alguns casos o pagamento é efetuado porém a entrega nunca acontece, e completa informando que só serão cobertos pela garantia de fábrica produtos comprados de revendedores autorizados.
Por fim, reforça que não tem qualquer responsabilidade legal pelas ofertas fraudulentas ou pela não entrega de produtos comprados nas condições descritas.
terça-feira, 20 de março de 2012
O Que Você Prefere?
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| Asfalto lisinho........ |
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| ou nem tanto....? |
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| Bananas fresquinhas...... |
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| ou Strudel de bananas fresquinho? |
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| Lanchinho em um Cafe Colonial na Serra Gaúcha....... |
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| .....ou PF num restaurante de beira-de-estrada em Tunas? |
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| Cafezinho........ |
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| .....cervejinha....... |
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| .....ou caldo de cana? |
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| Descidinhas...... |
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| ....ou subidinhas? |
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| Azul e verde..... |
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| ....azul e prata....... |
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| ou psicodelicolor? |
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| Bate papo animado......... |
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| .....ou bate papo silencioso? |
Independente da resposta, um brinde à diversidade.
Crédito de todas as fotos: Samuel Berger
segunda-feira, 19 de março de 2012
Graciosa, Serra do Mar, Tunas, Itambé e Caldo de Cana
Vários amigos, inimigos e curiosos tem perguntado "como foi o pedal do fim de semana". Cumpre, portanto, alguns esclarecimentos:
- não foi "fim de semana", e sim sábado, domingo e segunda. E se alguém acha que um dia a mais não faz diferença, convido a refazer esse percurso conosco (daqui a uns 1.000 anos);
- as companhias foram ótimas, o tempo estava camarada, as fotos ficaram maravilhosas, as estradas muito bonitas, a pousada bacana, a comida suficiente - e mesmo assim eu não faria esses trajetos consecutivos de novo nessa vida nem que fosse pra nascer cabelo na minha careca (ainda mais sabendo que é dos carecas que.....)
- quem tem os números definitivos é o Lodd, mas o que tem de subida acumulada nesses últimos 3 dias deve ser suficiente pra saciar a sede de escalar serrras do mais desatinado dos ciclistas;
Lógico que isso tudo não precisaria ter acontecido se fôssemos sensatos, mas sensatos não somos. E por isso, ao invés de subir a Graciosa no sábado e a Serra do Mar no domingo, como gente mais ou menos normal, achamos melhor aproveitar a vinda do Lodd e fazer outros percursos. Resultado:
- Graciosa e Serra do Mar no sábado;
- Tunas do Paraná no domingo;
- Itambé na segunda.
Fica meio difícil traduzir o que é isso. Se você conhece alguém de Curitba que pedala por aqui, pergunte e terá uma noção. Para mim, nesse momento, foi o suficiente para desejar vender bicicleta e tudo mais que me permite pedalar hoje mesmo, para não cair em tentação de fazer isso de novo. Aliás, a vontade mesmo foi de fazer uma fogueira e queimar tudo.
Como não achei fósforos, a vontade de queimar acabou passando. E como não apareceu ninguém querendo comprar minha bike e meus equipamentos durante os 10 ou 15 minutos em que o surto anti-ciclismo durou, já estou olhando no calendário para ver quando subiremos a serra do Rio do Rastro.
Obrigado Lodd, Ventinho, Edson e Eduardo pela companhia.
m.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Com Odessa Ninguém Contava
Coisa curiosa a natureza humana. Só porque eu falei que o brinde para quem acertasse a "Cheiradinha" era um tampão de nariz usado, todo mundo desdenhou. Devem ter visualizado dois pedaços de algodão cheios de remela jogados no chão por algum ciclista suado e fedorento. Mas essa nossa mania de pré-conceitos (usado eu não quero) e precipitação (concluir algo com base em suposições ao invés de fatos) as vezes pode nos fazer perder boas oportunidades.
Ninguém imaginou, por exemplo, que poderiam os tampões ter sido usados pela ex-ciclista e atual esposa de Levy Leipheimer, Odessa Gunn (foto acima) simplesmente para limpar o excesso de batom.
Serei obrigado a guardar para mim então os Tampões de Odessa. Que, aliás, na qualidade de Sra. Leipheimer, vem corroborar uma verdade inquestionável: "É dos carecas que elas gostam mais."
Bom fds.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Charada Cheirada
Hoje de manhã, trocando uns emails com o Ciro sobre assuntos mais e menos palatáveis (morrer pedalando, aquecimento e bikes TT da Radio Shack), surgiu uma questão interessante.
Durante o aquecimento para o TT - que em si é uma arte digna dos mestres do mais alto grau - os atletas apareciam com as narinas bloqueadas por tampões de nariz (como na foto acima). Várias coisas passaram pela minha cabeça, a maioria delas muito pouco séria.
Agora eu sei bem do que se trata, e posso adiantar que não é coisa nova.
Mande o seu palpite para a nossa Cheiradinha e concorra a um sensacional par de tampões de nariz usados.
terça-feira, 13 de março de 2012
Bike Comparator
Parece coisa do Seu Creysson - Compre o Nosso Sensacional Bike Comparator Tabajara e Descubra Qual a Magrela Ideal Para Você - mas não é.
O Bike Comparator é uma ferramenta muito interessante que nos permite visualizar graficamente as diferenças de geometria entre uma bike A e outra B.
A tarefa que cabe ao atleta é simplesmente digitar os parâmetros geométricos a serem comparados (não basta escrever o nome e tamanho da bike....), e na medida em que esses forem registrados o gráfico na parte superior direta irá se modificando e as diferenças ficam visualmente perceptíveis. É claro que isso implica em um pequeno trabalho de pesquisa para obter os dados de geometria respectivos, mas isso é fácil diante da tarefa executada pelo Comparator. Aliás, palmas pra quem inventou isso.
O programa está disponível para download no link
http://gearinches.com/blog/misc/bike-geometry-comparator
segunda-feira, 12 de março de 2012
Mea Culpa
Ao longo das últimas semanas a questão que envolve o uso da bicicleta em grandes centros urbanos Brasileiros - seja como meio de diversão, transporte ou exercício - vem consumindo uma boa parte da minha energia mental.
Me envolvi em algumas discussões, criei outras e abandonei várias. Considerei pontos de vista favoráveis e desfavoráveis, opiniões de gente que entende e de pessoas que nunca pedalaram. No que tange aos meus pontos de vista sobre o assunto, alguns foram mantidos, outros revistos e outros descartados. Não penso mais como pensava a trinta dias atrás, e provavelmente em outros trinta dias estarei pensando diferente. Afinal, o assunto - como toda a questão que envolve grupos com idéias antagônicas - pode até ser simples, mas viabilizar as soluções é complexo.
Embora aquele dedo indicador teimoso insista em terceirizar essas soluções, delegando-as para motoristas (nos respeitem!), governantes (nos atendam!), cicloativistas (defendam nossa causa publicamente, mas com bom senso!), lobistas (levem nossa causa para Brasília!) , donos de assessoria (eduquem seus atletas!), atletas (respeitem as leis de trânsito!), e como sempre Deus (nos proteja!), o indivíduo imediatamente atrás do dedo - ele mesmo, o dono da mão e dos outros 4 dedos - costuma entrar nessa equação como "delegante"- aponta os erros, indica os acertos, mas não sofre auditoria.
Meio desconfiado que os rumos do meu raciocínio sobre esse assunto estavam conduzindo para o precipício do "façam o que digo mas não o que eu faço", resolvi tomar as rédeas e me auto-auditar. No mínimo, pensei, será mais fácil que observar a conduta alheia.
Sábado que passou foi o dia marcado. Saí para pedalar cedo com dois amigos, e tentei manter o meu comportamento na estrada sob constante monitoramento.
Digno de menção:
- furei (embora sem perigo para a minha integridade física) 6 sinais vermelhos;
- andei pela calçada 2x;
- andei na contramão 2x;
- fui xingado por um motorista (mas consegui não contra-atacar);
Ganhei minha única estrela por boa conduta ao ter parado no sinal para pedestres, que estava vermelho para veículos - embora a tentação de passar (eles que esperem....) apareceu. Infelizmente, os dois companheiros que estavam comigo não tiveram tanta paciência e furaram esse sinal, fazendo com que os pedestres tivessem que interromper sua travessia e/ou desviar das bicicletas. O triste é que os pedestres estão tão acostumados a esse tipo de atitude (pouco civilizada) que nem reclamaram. E, sinceramente, eu só não furei esse sinal também porque estava fazendo um esforço consciente para me comportar.
Em resumo: a grande dificuldade desse tipo de mudança em larga escala é que ela depende essencialmente e em primeiro lugar de mudanças individuais, relativas a comportamentos arraigados. Não temos que simplesmente "passar a fazer". Temos que "deixar de fazer", reaprender o novo jeito, e "passar a fazer diferente".
Vamos ver quanto tempo levar para que eu me torne um ciclista inserido no contexto do trânsito - ou seja, que respeite as leis desse meio e aja com civilidade antes de cobrar isso de terceiros. Até lá, meu dedo indicador vai se limitar a empurrar o Ergo Power para dentro.
domingo, 11 de março de 2012
ADAMO PROLOGUE - Uma Nova Solução
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| Ponta mais estreita, "braços" curvados para baixo, mais gel e mais espuma: os segredos do Prologue |
Há exatos dois anos atrás - nem imaginava que já fazia tanto tempo assim - foram relatadas aqui algmas impressões e alguns fatos a respeito do selim Adamo Racing:
De lá para cá, o revolucionário selim ganhou uma legião de adeptos tanto entre homens como mulheres, e sua família cresceu. Vieram juntar-se a ele modelos para ciclismo de estrada (Podium e Breakaway), Contra-Relógio (Time Trial), Audax e similares (Century) e passeio (Touring).
No que diz respeito ao triatlon especificamente, o modelo mais usado sempre foi o Racing (I e II). Porém, alguns atletas - tanto homens como mulheres - reclamam de desconforto na parte interna da coxa causada pela ponta do selim (bico) mais larga do que o normal. Em alguns casos a irritação física e psicológica é passageira, em outros permanente.
Para (tentar) resolver essa questão, temos indicado ultimamente o Adamo Prologue, que é uma nova versão dos modelos Podium e Breakaway. O Prologue tem, como a foto acima mostra, a parte anterior mais fechada que o Racing II (foto abaixo), além de possuir os "braços" curvados para baixo, o que segundo o fabricante alivia a pressão na parte interna das coxas.
Embora eu pessoalmente não tenha experimentado esse novo modelo - ando bem longe das bikes TT/Tri - os clientes que o adquiriram e que tinham o Racing II anteriormente mostraram-se satisfeitos com a mudança principalmente devido ao nariz mais estreito. Esse modelo também beneficia o triatleta em provas de longa distância por conta de camadas extras de espuma e gel.
Um dado importante que costuma passar despercebido: o Racing II foi desenvolvido para posições mais agressivas, com ângulo do quadril entre 0 e 30 graus (ou os complementares 150 a 180). Já o Prologue é para posições aero menos arrojadas (acima de 30 graus de ângulo do quadril), o que corresponde à grande maioria dos triatletas amadores).
O preço sugerido de mercado é R$ 485, as cores oferecidas são preto ou branco e tanto o Racing II como o Prologue estão disponíveis na Kona Bikes para pronto envio (contato por email - max@konabikes.com.br - favor não usar o espaço de comentários para assuntos comerciais).
sexta-feira, 9 de março de 2012
Vídeo da Semana - Tirreno Adriático TTT Backstage (Green Edge)
Um pouco do que acontece antes, durante e depois do Team Time Trial na primeira etapa da Tirreno-Adriático.
Digno de nota:
- o som underground (Fat Beats) do diretor da equipe, o ex-ciclista Matty White (quem sabe ele não toca um som durante a prova pra equipe sincronizar o passo...);
- em 2:25 o velocímetro mostra 60km/h - atrás da equipe.....
- o tapinha nas costas de Cancellara;
- a carranca do motorista (esse deve ser o bouncer da equipe...ô sujeito mal-encarado);
Bom fds.
Digno de nota:
- o som underground (Fat Beats) do diretor da equipe, o ex-ciclista Matty White (quem sabe ele não toca um som durante a prova pra equipe sincronizar o passo...);
- em 2:25 o velocímetro mostra 60km/h - atrás da equipe.....
- o tapinha nas costas de Cancellara;
- a carranca do motorista (esse deve ser o bouncer da equipe...ô sujeito mal-encarado);
Bom fds.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Monica + Reinaldo = ?
Parece que a confusão realmente está armada.
Um senhor chamado Reinaldo Azevedo externou sua opinião / indignação diante do protesto feito por ciclistas em São Paulo.
Teve gente que gostou. E teve gente que não gostou.
Para quem tiver curiosidade, tempo e frieza para ler, deixo abaixo três links:
(texto do Sr. Azevedo)
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-fascismo-sobre-duas-rodas-os-%E2%80%9Ctalibikers%E2%80%9D-e-os-%E2%80%9Cfascisbikers%E2%80%9D-que-querem-salvar-a-humanidade-nao-conseguem-respeitar-o-direito-do-proximo-ou-eles-impediram-o-ace/
(comentários do Sr. Azevedo à cartas recebidas):
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fanaticos-da-bicicleta-ponham-os-pes-do-chao/
(carta de solidariedade enviada pela jornalista Monica Waldvogel e comentários do Sr. Azevedo).
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-comentario-da-jornalista-monica-waldvogel/
A minha opinião a respeito disso tudo vou guardar para mim.
E sugiro que cada um, depois de ler, sente em um banco de praças deserto e pense um pouco antes de formar a sua.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Era Uma Vez um Brodo....
terça-feira, 6 de março de 2012
Chris Gambeto
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| O artista dando os retoques em sua obra |
Chris Lieto dispensa apresentações. Trialeta com o melhor pedal da atualidade em provas longas, ele também é um meticuloso artista no que diz respeito aos acessórios da sua Trek. Tão meticuloso que acaba adaptando ele mesmo soluções particulares (i.e. caseiras) para as suas necessidades.
As fotos abaixo (dica do Rafael Farnezi) ilustram a quantidade, a qualidade e funcionalidade das Gambis made by Lieto.
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| 1 aerobar, 3 Gambis |
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| Como transformar um suporte de quadro em suporte de aerobar..... |
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| Lieto fez 3 furos nessa tampa: 1 para encher a garrafa (vedado com tampa de ralo de pia); outro para o canudo, e outro para o zip tie que prende a tampa do ralo. |
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| Squeeze Fuel Belt montado no lugar do computador |
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| Caramanhola comum pendurada sob o selim..... |
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| Mais uma vez ele - zip tie, esse ouro negro dos Gambi man - tornando possíveis as coisas improváveis. |
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| Foto lateral da engenhoca. Mais aero que isso vai ser difícil. |
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| Suporte do Joule montado entre os aerobars com...zip tie. |
segunda-feira, 5 de março de 2012
A Parte Que Nos Cabe
Henry Thoreau disse uma vez que "os riscos que sentamos são tão numerosos quanto os que corremos". Com a devida licença vou me apoderar dessas palavras brilhantes para iluminar uma reflexão.
A expectativa intrínseca de todo o ser humano normal é viver uma vida saudável e morrer velho, de preferência dormindo. A fim de que esse destino se cumpra, sentar em uma cadeira e ficar esperando as folhas amarelarem, caírem, verdejarem, darem frutos e amarelarem novamente, ciclo após ciclo, não é exatamente a melhor das opções. O que nos cabe para ter o direito de uma vida longeva e saudável vai além. Temos que correr atrás das folhas. Varre-las. Pisoteá-las. Pensar, falar e escrever sobre elas, diariamente. Temos que nos mexer, física e mentalmente.
Como sabemos, há um grupo dentre esses seres humanos que optou por usar bicicletas na perseguição às folhas, à vida- eterna-enquanto-durar. E se por um lado há quem afirme que pedalar é perigoso - "você pode morrer fazendo isso", por outro, como o sábio Thoreau muito bem colocou e qualquer estatística de sedentarismo x risco de doenças as mais variadas pode comprovar, ficar parado sem fazer nada acaba tornando-se uma causa mortis mais freqüente do que a prática do ciclismo.
O ponto a ser resolvido passa a ser portanto não a validade da opção de pedalar a despeito dos riscos associados, mas sim como minimizar esses riscos para que quem pedala continue fazendo-o com mais tranquilidade, e para que os que não o fazem ainda sintam-se à vontade para começar.
Se levarmos em conta as principais partes envolvidas na dinâmica do ciclismo em grandes cidades - ciclistas, motoristas e autoridades - e atribuirmos a cada uma dessas partes uma fatia de responsabilidade, já de cara fica evidente que um pedaço da solução diz respeito a nós mesmos - ao nosso comportamento diante dos automóveis, das autoridades e de nossos companheiros de pedal. Adequar esse comportamento visando pedalar com mais segurança me parece o primeiro passo para um admirável mundo novo sobre duas rodas. Esse passo inicial portanto, que poderíamos chamar de "Educação do Ciclista" ou da Parte Que Nos Cabe, tem que ser considerado com muito carinho. Talvez até mais carinho que bicicletadas, passeatas, Ghost Bikes, cartas abertas e manifestações de indignação válidas mas de certa forma ineficazes a longo prazo.
Dentro desse contexto, o que é então que nos cabe? Não me sinto à vontade para dizer o que outros podem ou devem fazer - afinal de contas na mão que aponta o dedo para algo ou alguém sempre existem outros três dedos voltados para nós mesmos. O que os três dedos apontados em minha direção indicam é o seguinte:
- embora eu goste muito mais de escrever sobre viagens épicas, peças e equipamentos de competição, bicicletas maravilhosas, gambiarras incríveis e outras amenidades, me sinto de agora em diante no dever de usar o mesmo espaço para - quem diria - política. Não política no sentido deturpado da palavra, mas no seu senso mais profundo - "a habilidade para tratar das relações humanas com o objetivo de obter os resultados desejados". Sempre que achar oportuno (ou mesmo que seja inoportuno, dependendo do caso) vou falar aqui sobre Política no Uso das Bicicletas, pois esse, na minha visão, é um campo aberto que precisa ser preenchido urgentemente. Os ciclistas, como classe, já tem massa crítica, ativistas, exposição na mídia, defensores e opressores. Agora, precisam de um interlocutor (que não seja agitador, mas sim mediador), e falar sobre política pode sensibilizar alguém com esse dom de "obter resultados a partir de relações humanas";
- quem vier comprar bicicletas na minha loja vai levar para casa, peça ou não, uma pequena preleção sobre o uso de equipamentos de segurança obrigatórios; sobre conduta na estrada e no pelotão; sobre onde andar e quando andar. Aliás, já fiz isso outro dia. Um rapaz chegou aqui com a esposa e filho de colo, dizendo que iria começar a pedalar para se exercitar. No final da conversa, depois de sairmos do campo técnico e financeiro para entrar no prático, eu falei para ele de atropelamentos, assaltos e regras de sobrevivência básica para evitá-los. "Eu não sabia que a coisa estava assim˜, me disse ele visivelmente chocado. "Está sim, e você deve ser consciente a esse respeito", foi a minha réplica. A última vez que o vi ele saiu da loja grato porém abalado - só não mais abalado que a esposa com o filho no colo - e sem bicicleta.
Isso, hoje, eu defino como "a minha parte". Preferia, sinceramente, continuar pedalando despreocupado, escrevendo sobre amenidades e vendendo bicicletas sem declamar a profecia do apocalipse urbano como parte do pacote, mas minha consciência não permite. Vou me tornar pregador em tempo parcial, e minha "palavra" será no sentido de que o ciclista, por um lado, antes de cobrar mudanças na atitude de motoristas e autoridades, veja se não há nada em suas próprias atitudes que pode trazer melhoras; e, por outro, no sentido de passar informações que julgo relevantes para quem está iniciando no esporte poder praticá-lo com um pouco mais de consciência e, a partir daí, ter prazer e segurança.
Se tudo der certo - quer dizer, se fizermos a nossa parte e tivermos moral para cobrarmos a parte alheia - o ciclismo deixará de ser uma atividade marginal para tornar-se......aquilo que nós fizermos dele. Até lá, pelo menos aprenda a assobiar. Alto e forte.
sexta-feira, 2 de março de 2012
R5 VWD - Um Ensaio Fotográfico (II)
quinta-feira, 1 de março de 2012
R5 VWD - Um Ensaio Fotográfico (Sensual?)
Sempre desconfiei que não deveria ser coisa fácil convencer uma dama a aparecer diante das câmeras como veio ao mundo. E se essa dama tiver corpo do novo mundo e sangue do velho, tanto mais complicado.
Mesmo assim resolvi tentar.
Tudo começou semana retrasada, quando chegou para nós a Cervélo que será usada na Série de Escaladas das Serras Brasileiras. Assim que ela foi montada, fomos para casa (a minha). Passei um bom tempo olhando-a de todos os ângulos possíveis, e quanto mais olhava mais achava que antes dela ser colocada "a serviço" mereceria um registro fotográfico digno - nada de foto com Iphone, nada de sorveteira no fundo, nada de dedão encobrindo metade da imagem. Coisa fina mesmo.
Decidi então que iríamos mostrar a nossa R5 VWD num autêntico ensaio fotográfico para o Blog. Ela relutou um pouco - afinal nunca havia sido fotografada assim "ao natural" para o público - mas como o Samuel "Ventinho" Berger tem larga experiência nesse campo, ele logo conseguiu que ela relaxasse e a sessão rendeu excelentes imagens.
Espero que elas agradem. Nossa tímida escaladora será mostrada aos poucos - um pedacinho aqui, outro ali - ao longo de alguns dias. Não sei ainda quantos, já que temos várias fotos. No último dia, ela aparecerá "por inteiro".
Saboreiem as curvas, apreciem os detalhes....e dica: melhor ver escutando "You can leave your hat on", com Joe Cocker.
| Cabos vermelhos, lembrando que por ali corre puro sangue Campagnolo. |
| Ergopower...Sexypower. |
Agradecimentos especiais ao Samuel por emprestar seu talento e seu tempo às minhas idéias sem noção; à R5 VWD por emprestar sua beleza a este ensaio. E a São Pedro por mandar o sol no ângulo certo justo quando o Samuel chegou.
Obs.: a bicicleta foi fotografada com todos os componentes originais, exceto as rodas.
Red Bull Hill Chasers - Prova Sensacional
Atenção promotores de eventos ciclísticos: que tal fazer algo semelhante por aqui? Afinal não estamos falando do Alpe D'huez, mas de uma boa subida, dessas que tem aos montes em várias capitais.
Esse evento foi em Bristol, que é uma cidade de porte grande - e olha a quantidade de gente assistindo!
Trata-se de categoria livre - vale tudo, desde MTB, fixa, road, TT. Para ter uma idéia do nível do evento, Ted King, que é ciclista do Pro Tour, nem se classificou para as oitavas de final.....
Red Bull Hill Chasers 2012 - Bristol, England from Charge Bikes on Vimeo.
Para saber mais sobre o evento:
http://www.redbull.co.uk/cs/Satellite/en_UK/Event/Red-Bull-Hill-Chasers-2012-021243152090621
O vídeo acima foi publicado originalmente no site www. pedalebikes.com
Esse evento foi em Bristol, que é uma cidade de porte grande - e olha a quantidade de gente assistindo!
Trata-se de categoria livre - vale tudo, desde MTB, fixa, road, TT. Para ter uma idéia do nível do evento, Ted King, que é ciclista do Pro Tour, nem se classificou para as oitavas de final.....
Red Bull Hill Chasers 2012 - Bristol, England from Charge Bikes on Vimeo.
Para saber mais sobre o evento:
http://www.redbull.co.uk/cs/Satellite/en_UK/Event/Red-Bull-Hill-Chasers-2012-021243152090621
O vídeo acima foi publicado originalmente no site www. pedalebikes.com
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